Além de poder ter o seu mandato definitivamente cassado, o presidente afastado da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Nilo Rolim de Moura, poderá ter que responder na Justiça as irregularidades que supostamente cometeu na entidade. Quem poderá decidir isso são os próprios filiados da Federação (presidentes dos clubes profissionais e de ligas amadoras), que no próximo dia 24 vão votar se ele deve ou não ser cassado em uma Assembléia Geral Extraordinária.
Segundo o administrador temporário, Vicente Paschoal Rodacki, que por determinação do juiz da 2º Vara da Fazenda Pública, Leônidas Silva Filho, apurou as irregularidades de Moura, se os filiados da federação entenderem que o que Moura fez trata-se de crime, poderão pedir ao Ministério Público que leve as investigações adiante para uma possível punição.
Moura poderá responder, por exemplo, por crime de apropriação indébita, já que na auditoria ficou constatado que vários pagamentos feitos à federação não entrarem no caixa da entidade.
Um deles foi feito pela Publisport Publicidade e Promoções Ltda., no valor de R$ 15 mil. A pedido da federação, o pagamento, relativo a espaço de publicidade, foi feito antecipadamente e recebido por Moura. Até hoje, porém, esse dinheiro não foi registrado.
Outro exemplo é o contrato de exploração do bar do Estádio Pinheirão com a Mueler Embalagens. A empresa se comprometeu a pagar e, de acordo com a auditoria pagou, 50% de tudo o que fosse arrecadado com ao venda de refrigerantes, alimentos, cigarros e outros produtos. ‘‘Constatamos, no entanto, que o dinheiro nunca apareceu no cofre da federação’’, disse Rodacki.

mockup