Onaireves parcela execução fiscal para evitar leilão
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de junho de 2004
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, esteve ontem na Prefeitura de Curitiba para parcelar uma das execuções judiciais com o objetivo de evitar o leilão da sede da entidade, marcada para amanhã, na 1 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, às 14 horas.
A FPF deve aos cofres públicos R$ 3,1 milhões de IPTU (Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana) e R$ 4,7 milhões junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). O procurador fiscal da Prefeitura de Curitiba, Paulo Fortes, afirmou que a diretoria da FPF obteve ontem uma autorização para parcelar em três vezes o valor da execução fiscal responsável pelo leilão, que tem o preço total de R$ 45 mil.
Segundo o procurador, até o final da tarde de ontem nenhuma parcela havia sido paga mas a FPF tem até amanhã, a data do leilão, para quitar a primeira parte. Mas o drama da entidade parece longe de acabar e a FPF corre o risco de perder sua sede e outros imóveis durante todo o resto do ano. A parcela a ser paga até amanhã evita o leilão de apenas uma execução judicial referente à dívida do IPTU, quando, de acordo com Fortes, existem pelo menos outras dez em andamento, que também podem resultar em novos leilões.
Renúncia O secretário de Esporte e Lazer de Curitiba, Juliano Borghetti, recentemente eleito como vice-presidente da FPF quando Moura foi reeleito presidente, acabou deixando o cargo na noite da segunda-feira. Além de Borghetti, o empresário Osni Pacheco, dono de uma empresa de veículos que presta serviços para a Prefeitura de Curitiba, também saiu da diretoria da entidade. Ambos preferiram não divulgar os motivos de suas renúncias.


