Marcelo Almeida‘Nova chefia’Vicente Rodacki é o administrador temporário da FPFA Federação Paranaense de Futebol (FPF) tem, desde o final da tarde de ontem, um novo administrador. Vicente Paschoal Rodacki assumiu temporariamente o comando da entidade em substituição ao presidente Onaireves Rolim de Moura, afastado do cargo por decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Leônidas Silva Filho. A sentença do juiz aconteceu em função do não cumprimento de decisões judiciais e não quitação da dívida FPF referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com a prefeitura de Curitiba, em torno, de R$ 1,2 milhão. A primeira providência de Rodacki será realizar uma reunião com todos os diretores da FPF e daí estudar os balancetes dos últimos seis anos.
Antes de deixar o cargo, Moura se reuniu com o procurador Hypérides Zanello Neto e com Vicente Rodacki, para fazer um relatório sobre as dívidas. Onaireves transferiu para a prefeitura a responsabilidade pelo não pagamento da dívida. Moura afirmou que fez dois acordos verbais com a prefeitura: um em 1993, quando o prefeito era Rafael Greca e outro em 97, já na administração de Cássio Taniguchi.
Em 1993, a FPF organizou um jogo entre as Seleções da Capital e Interior, para comemorar os 300 anos de Curitiba. A partida foi realizada no dia 1º de maio, no Estádio Couto Pereira. ‘‘Fizemos um acordo. A entidade organizaria o jogo e a prefeitura liquidaria os débitos do IPTU até aquela data’’, afirmou Moura.
O outro acordo teria acontecido no início deste ano. Moura afirmou que a FPF cedeu parte do terreno onde está localizado o Estádio Pinheirão, de frente para a Avenida Victor Ferreira do Amaral, para a construção de uma praça, que integra a Vila Olímpica. São cerca de 8 mil metros quadrados. Segundo o presidente afastado da FPF, pelo acordo a prefeitura liquidaria os débitos referente ao IPTU do período 94-97 e a entidade iniciaria uma escolinha de futebol para meninos de rua e crianças carentes. ‘‘No dia 29 de outubro protocolamos uma carta na prefeitura pedindo uma resposta. Meu afastamento foi a única resposta que recebi desde então’’, afirmou.
O procurador-geral de Curitiba, Marcus Vinícius de Lacerda Costa, achou muito engraçado o argumento do presidente afastado da FPF. ‘‘Desconheço este tipo de acordo. Mesmo porque na administração pública, nenhum acordo é feito sem que sejam assinados pelas duas partes. Por outro lado, para que isso fosse possível deveria haver uma lei regulamentando’’, afirmou.

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