Onaireves é preso por policiais federais
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segunda-feira, 13 de março de 2006
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Nilo Rolim Moura, foi preso ontem em Curitiba por policiais federais. Ele é acusado de falsidade ideológica, sonegação de tributos federais e formação de quadrilha. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça Federal em Ponta Grossa, a pedido do Ministério Público Federal (MPF).
Moura foi preso por volta das 11 horas, na sede da federação, e encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal. De acordo com a assessoria do MPF, ele era sócio majoritário de duas empresas que exploravam bingos em Ponta Grossa. A denúncia aponta que Moura e seis sócios teriam criado as empresas Sport House Franquias Ltda e Bingo Campos Gerais Ltda por meio da interposição de sócios laranjas.
Entre 1999 e 2004, o grupo teria se beneficiado diretamente dos lucros obtidos com a exploração de jogos. O MPF apontou que o valor de tributos federais sonegados neste período foi de R$ 3.289.800,70. Moura e os ex-sócios foram denunciados pela procuradoria em fevereiro. A assessoria do MPF apontou que, dos acusados, apenas o presidente da federação teve prisão preventiva decretada.
O advogado de Moura, Vinícius Gasparin, disse que foi ''surpreendido'' pela notícia da prisão. ''Em janeiro, ele (Moura) havia feito defesa fiscal e apresentado toda a documentação à Justiça Federal para comprovar que não havia praticado nenhuma irregularidade. Não há necessidade de uma medida judicial tão coercitiva'', afirmou Gasparin.
O advogado disse que Moura deixou de ser sócio nas empresas em 2000. ''Quando ele saiu, elas estavam em ordem'', alegou Gasparin.
O advogado afirmou que hoje irá a Ponta Grossa para pedir reconsideração da ordem de prisão preventiva. A federação informou que um dos vice-presidentes assumirá interinamente a presidência da entidade. Até o final da tarde de ontem, o interino não havia sido definido. O mais cotado era Jorge Dib Sobrinho.
Em 2000, Moura foi preso por apropriação indébita de recursos previdenciários. Condenado, ficou detido na Prisão Provisória do Ahú e na Penitenciária Central do Estado e foi liberado graças a um ''habeas corpus''. Em 1993, o presidente da FPF teve seu mandato de deputado federal cassado, por quebra do decoro parlamentar. Ele foi acusado de ter coordenado a compra de deputados pelo PSD, partido que presidia à época.


