Omissões marcaram o caso Ronaldinho
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de julho de 1998
Luiz Cláudio Oliveira 
O caso Ronaldinho continua convulsionando a opinião pública nacional, com alguns ecos internacionais. O que aconteceu foi mais uma omissão de comando de Zagallo que, como sempre, optou por não mudar nada na escalação original, pois nunca treinou nenhuma alternativa tática para a Seleção que não fosse a de simplesmente escalar os mesmos jogadores de sempre. Ele não saberia o que fazer se Ronaldo ficasse de fora da partida.
Mas a ineficácia de Zagallo foi permitida também por um grave erro médico. Não é possível que dois médicos da Seleção admitissem que Ronaldo fosse escalado depois de ter sofrido uma convulsão. Eles colocaram em risco a vida do jogador. Mas a omissão pareceu regra entre todos os que presenciaram as horas decisivas antes da entrada em campo da Seleção. Zico, que agora fala que Ronaldo não tinha condições de jogo, deveria ter falado isso antes. É importante a declaração dele, mas deveria ter tentado se impor também na hora. Os jogadores, como o capitão Dunga, também deveria ter protestado.
Todo mundo tirou o seu da reta e deixou toda a responsabilidade nas costas do próprio Ronaldo que, na hora, nem poderia estar raciocinando direito, além de também estar em completo colapso físico. Houve uma crise de incompetência geral. A mesma que já se prenunciava nos quatro anos anteriores à Copa da França, quando toda a preparação da Seleção foi equivocada.
Coitadinho


