São Paulo, 08 (AE) - A frustração pela eliminação da equipe das finais da Superliga Masculina de Vôlei não diminuiu o interesse da Olympikus e, em última análise, do Grupo Azaléia, um dos maiores fabricantes de calçados do País, pelo esporte. Ao contrário, o diretor de Marketing da empresa, Getúlio Nunes, quer aumentar o número de parcerias pelo País e apoiar, por meio de co-patrocínio, outras equipes do Brasil.
"Somos um patrocinador de esportes e não de resultados", comenta Getúlio Nunes, que lamenta o pedido de demissão do técnico Renan Dal Zottto e, mais ainda, a decisão do treinador de abandonar o esporte.
"Ele sempre foi um profissional exemplar, mas tem o direito de decidir o seu futuro." Depois de encerrada a temporada deste ano, a empresa começa a planejar a próxima. A prioridade é a definição de uma nova parceria entre a Olympikus e uma universidade no Rio. "Queremos manter a equipe na cidade, mas queremos nos preocupar apenas com as questões técnicas e de atletas", diz. "Gostaríamos que uma universidade se responsabilizasse pela infra-estrutura." A mesma preocupação ocorrerá com os futuros co-patrocínios. "Vamos ser os responsáveis pelo pagamento dos salários dos jogadores e dos integrantes da comissão técnica", diz. "Mas o objetivo é associar-se com quem tenha a infra-estrutura necessária para tocar o projeto."
A empresa já fornece material esportivo para a Ulbra/Pepsi, Lupo/Inepar e Unincor/Ouro Vida, além das seleções brasileiras de vôlei e da delegação que representará o País nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, este ano, e na Olimpíada de Sydney, em 2000. A Olympikus patrocina ainda a equipe Azul, da Argentina.
Getúlio Nunes alerta, porém, que o Grupo Azaléia tem algumas restrições. "Não vamos entrar em projetos prontos de marketing, tipo empresa-empresa", comenta o executivo. "Temos preocupações também com o alto custo de algumas federações, como a de São Paulo", prossegue. "Mas onde a Olympikus entrar haverá a certeza de que não existirá atraso de salários."
Decisão do bronze - Olympikus e Banespa, as duas melhores equipes em termos de campanha na primeira fase, decidem amanhã (09), em jogo único, o terceiro lugar da Superliga. A partida está prevista para as 20 horas, no Ginásio do Grajaú Country Club, no Rio. Para o atacante Nalbert, o obtenção do terceiro lugar é uma "questão de honra". Já o meio-de-rede Douglas quer dar uma medalha de presente ao técnico Renan, que se despede do time. No Banespa, o gerente Montanaro acha a terceira colocação uma posição muito importante.
"Temos de lutar muito pela posição", diz. "Mas não será nada fácil."
Report/Nipomed e Ulbra/Pepsi, vencedores do playoff semifinal, começam a disputar sábado o título da competição, numa série melhor-de-cinco jogos. A primeira partida está marcada para as 19 horas, em Suzano.

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