Olympikus reclama de agressão
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quarta-feira, 23 de dezembro de 1998
Da Redação e Maringá 
Telepar/Maringá e Olympikus fizeram, na segunda-feira à noite, o último jogo do ano pela Superliga de Vôlei Masculino. A vitória foi do time carioca por 3 a 2 (25/20, 22/25, 20/25, 25/18 e 16/14). Os dois times só voltam a jogar no dia 5 de janeiro.
Segundo versão da Olympikus, ao final do quinto set houve confusão em quadra. Milinkovich, que fez o último ponto dos cariocas, bloqueando um ataque de Pampa, foi agredido por Paulão, ex-seleção brasileira e dirigente do time local. Segundo o diretor da Olympikus, Joca Zapolli, não é a primeira vez que isso acontece aqui neste ginásio. Enquanto não proibirem os jogos aqui, isso não vai melhorar. Que bom que o Marco Antônio Pina, delegado da Confederação Brasileira de Vôlei, estava lá vendo tudo isso. Tivemos de sair escoltados, acrescentou.
O diretor do Telepar/Maringá, Paulão, disse ontem que não agrediu ninguém e muito menos brigou com Milinkovitch. Ele é meu amigo, resumiu. Segundo Paulão, depois da partida, Milinkovitch mexeu com Pampa e alguns jogadores do Olympikus provocaram a torcida. Eu e o Paulinho chegamos para acalmar os ânimos, e fomos empurrados pelo supervisor deles, o Joca, disse. Segundo Paulão, Joca afirmou que os jogadores do Telepar vão apanhar quando o jogo for no Rio de Janeiro.
Ele garante também ser mentira que a torcida jogou latas de refrigerante ou outro objeto qualquer na quadra. Os dirigentes pretendem agora verificar de onde estão saindo as informações sobre brigas e até a interdição do Chico Neto pela CBV. Ele lembrou que o time adversário alterou a data da partida e o árbitro escalado. Não é verdade também que a equipe do Olympikus saiu escoltada, disse.


