A Olympikus tem, sem dúvida, o time mais rico da Superliga Masculina de Vôlei. Seu orçamento anual é estimado em R$ 4 milhões. Mas para tentar reverter a derrota na abertura do playoff final do torneio para a Ulbra/Diadora por 3 a 1, domingo, em Canoas, o time carioca deixa a riqueza em segundo plano. A equipe aposta agora no coração e no comando do atacante Carlão, seu guerreiro nas quadras, para o segundo jogo da série melhor-de-cinco, marcado para as 20h30 de hoje, no Ginásio do Grajaú, no Rio.
Dono de quatro títulos brasileiros - o último foi conquistado em 1995, quando defendeu a Frangosul/Ginástica, de Novo Hamburgo -, Carlão fala e é ouvido com atenção por todos os outros atletas da Olympikus. Ele não escondeu de ninguém, por exemplo, que ficou desapontado com o desempenho do time na derrota de domingo. ‘‘Os jogadores não podem querem decidir sozinhos a partida’’, reclamou o capitão da campeã olímpica em Barcelona, em 1992.
Outra crítica do jogador, que fez com certeza seus companheiros pensarem, foi o comportamento passivo da equipe nos últimos sets do jogo de domingo. ‘‘A tendência do grupo quando existe o excesso de confiança é esperar que os problemas se resolvam sozinhos’’, lembra. ‘‘E isso é errado porque sempre temos de correr atrás de nossos objetivos.’’

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