Oliver Kahn leva Alemanha às semifinais
A Alemanha pode até se gabar de apresentar na Copa Coréia/Japão uma seleção renovada, mas quem teve de resolver a vida da equipe ontem contra os Estados Unidos foi o mais velho jogador alinhado para o duelo, o goleiro Oliver Kahn. Não fosse ele, é bem possível que o time europeu não tivesse de entrar em campo na terça-feira para jogar uma semifinal de Copa pela primeira vez em 12 anos.
Algo que jogadores, técnicos e dirigentes, de um lado e de outro, fizeram questão de deixar claro após a vitória alemã por 1 a 0. Estamos contentes de ter um goleiro tão bom, disse Ballack. Ele salvou nossa vida muitas vezes, afirmou Rudi Vöoller.
Dos derrotados, o encantamento. A diferença do jogo foi Kahn. Ele esteve fantástico, afirmou o técnico Bruce Arena. Ele foi o homem do jogo, declarou o goleiro Brad Friedel, também sem receio de melindrar seu companheiro Reyna, eleito pela Fifa o melhor do jogo.
Das seis defesas que o goleiro alemão fez, três foram especialmente importantes. Primeiro, os americanos tentaram de longe. Donovan partiu da esquerda, driblou o zagueiro Linke e chutou no canto direito. Kahn se esticou e salvou o gol. Donovan experimentou, então, chegar mais perto, mas o alemão deixou o gol e abafou o atacante, que entrava livre na área.
Logo depois, Lewis pegou um forte chute de primeira, mas Kahn não só estava no lugar certo a bola foi em cima dele , como teve reflexo para evitar o gol. Após seu goleiro neutralizar a pressão americana, os alemães conseguiram enfim marcar, ainda no primeiro tempo. Foi de cabeça, pela oitava vez neste Mundial: o meia Ballack ganhou o duelo com Sanneh, apenas um centímetro mais baixo, e concluiu com precisão uma cobrança de falta de Ziege.
As pessoas achavam que não iríamos longe. Provamos que podemos chegar até aqui com nosso tradicional estilo alemão de jogo, declarou o autor do gol. Após a segunda vitória por 1 a 0 no mata-mata da Copa, a Alemanha tem sim o que comemorar.
Primeiro, superou o trauma das quartas-de-final, fase em que caíra nos dois últimos Mundiais. Além disso, apagou a má impressão das eliminatórias, quando, à semelhança do Brasil, correu sério risco de não se classificar só o fez na repescagem. (Agência Folha)





