Oliveira já admite pedir demissão no São Paulo
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quinta-feira, 03 de abril de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Comentar o passado incomoda Oswaldo de Oliveira. Para o técnico, tudo faz parte de data vencida. Mas ontem, ele fugiu à regra, mesmo contrariado, e mandou um recado, indiretamente, à torcida, que na goleada por 5 a 1 sobre o Gama o vaiou muito e pediu sua saída. ''Minha calma também tem limite e se tiver motivo, peço demissão.'' Honrar os compromissos, contudo, faz parte do currículo do treinador, que jamais jogou a toalha nos clubes que dirigiu. Foi demitido de Corinthians, Vasco e Fluminense.
Como tudo tem a primeira vez, quem apóia o técnico já teme por atitude drástica. O diretor Carlos Augusto de Barros e Silva pensou no pior quarta-feira. Chegou ao vestiário pensando em escutar um pedido de demissão. E os sinais são claros.
O sempre calmo Oliveira, parece não aguentar mais. A educação é a mesma, mas as críticas agora são abertas. ''As atitudes tomadas são claramente ensaiadas. Tem de ser para o bem do São Paulo, senão atrapalha, o time perde equilíbrio, força,'' disse.
Oliveira não esconde a insatisfação com determinadas pessoas no clube, as quais prefere não citar. O vice-presidente Márcio Aranha, crítico confesso do trabalho do treinador, seria o pivô da crise. Aranha, sempre que pode, pede a saída do treinador ou reclama de seu trabalho.
Susto A entorse do joelho esquerdo do goleiro Rogério Ceni foi só um susto. A ressonância magnética não acusou nenhuma lesão. Porém, está fora do duelo contra o Cruzeiro, domingo, no Morumbi.


