'Olímpicos' continuam apreensivos com futuro
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segunda-feira, 04 de dezembro de 2000
Lúcio Flávio Moura De Londrina 
Órfãos do Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto (Indesp) órgão do Ministério do Esporte e Turismo que centralizava a captação de recursos do esporte olímpico brasileiro, extinto no final de outubro , coordenadores e professores dos nove centros de excelência esportiva do governo federal saíram apreensivos do Fórum Brasil Esporte, que reuniu, de quinta-feira até anteontem, 250 pessoas no Hotel Sumatra, na área central de Londrina.
O fórum foi a primeira oportunidade de uma reflexão coletiva sobre os rumos do esporte no País após a decepcionante campanha brasileira nos Jogos de Sydney (nenhuma medalha de ouro e fora da lista dos 50 países melhores colocados na classificação geral).
O clima foi bem diferente do primeiro fórum (realizado em Belo Horizonte no ano passado). Na ocasião, vivia-se um clima de otimismo, com a expectativa de que o Brasil teria a melhor participação da história olímpica, agora temos uma realidade de transição, lembra Luiz Cláudio Stanganelli. A terceira edição será realizada no próximo ano, possivelmente em Recife.
Os principais participantes do fórum foram o medalhista olímpico Lars Grael, diretor do Departamento de Programas e Políticas de Esporte e Turismo do ministério, e Marcus Vinícius Simões de Freire, diretor técnico do Comitê Olímpico Brasileiro e chefe da delegação brasileira em Sydney.
Foram apresentados 126 peças científicas, entre elas alguns ligados a realidade londrinense, como o trabalho de Pedro Noboru Bando e Júlio César Sales, da Associação Cultural e Esportiva de Londrina, que desde 1998, com apoio da prefeitura vêm desenvolvendo uma experiênciapiloto para a implantação do beisebol como modalidade curricular nas escolas de ensino fundamental municipais da cidade.
Outros três temas curiosos tratados em trabalhos apresentados no fórum: O Comportamento dos Pais na Torcida (UEL); Características Dinâmicas da Corrida sem o Uso do Calçado Esportivo (USP); e Seleção Brasileira de Futebol e a escolha do seu técnico na visão dos alunos do curso de especialização para profissionais do futebol (USP), que, analisando especialmente critérios técnicos, elegeu Wanderley Luxemburgo como o mais indicado (cerca de 60% dos votos) para o cargo. Outros sete treinadores, incluindo Emérson Leão, dividiram o restante das opiniões.


