Não basta ser pai, tem que participar. Não há como negar a importância de muitos pais na superação de limites e na conquista de medalhas para os atletas. Eles estão presentes em vários momentos e, mesmo não sendo tão conhecidos quanto seus filhos, são fundamentais para o bom desempenho deles.
Mesmo quando ausentes, estes ilustres desconhecidos costumam ser lembrados nas comemorações. Às vezes por gestos, palavras e até mesmo por choro. Assim como faz o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, de Cruzeiro do Oeste. Ao falar de seu pai, José Cordeiro de Lima, Vanderlei não segura o choro. ‘‘Ele era companheiro em tudo. Perdi meu maior fã.’’ O pai de Vanderlei sofreu um enfarte no dia 19 de abril, dois dias após o filho ter participado de uma prova na Holanda.
O canoísta Sebastián Cuatrin, que treina em Londrina, é outro atleta que sente muito a ausência de seu pai. A cada vitória, uma dedicação e um gesto que se repete: ‘‘No pódio, eu beijo e levanto a medalha para que eles, Deus e meu pai, possam vê-la melhor’’. Seu Alberto Cuattrin, pai de Sebastián, deu uma surra inesquecível no atleta, quando o viu pela primeira vez em um caiaque, aos 13 anos de idade.
Depois, virou um grande incentivador e acompanhava de perto a carreira do filho, assim como faz o pai de Guto Campos, seu companheiro de equipe. Seu Luiz Evandro Campos também foi atleta e tem a certeza de como é importante para o filho saber que tem o apoio dos pais. ‘‘Ele sempre faz de tudo para estar presente’’, conta Guto. Graças a isso, ele pôde ver o filho subir ao pódio dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (Canadá), no ano passado.
Seu Manuel, pai do jogador de vôlei de praia curitibano Emanuel Scheffer, também pode ser considerado um pai coruja. ‘‘Recorto tudo o que sai dele nos jornais e nas revistas. Sou o responsável pelo arquivo’’, diz, todo orgulhoso. E o filho, que tem o pai como ídolo, corresponde à altura: ‘‘Se ganhar a medalha, vou correr para Curitiba, para entregá-la a ele’’.
Já o triatleta Juraci Moreira Jr recebeu uma outra forma de incentivo de seu pai. ‘‘Eu tinha ajuda do famoso pai-trocínio. Hoje, sou eu quem patrocina eles’’, brinca. Nada mais justo para eles que tiveram um dia especial no último domingo.

Mais três medalhas

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