Ela já teve os seus dias de glória. Atletas como Róbson Caetano, André Domingos, Claudinei Quirino, Sueli Pereira dos Santos, Maria Magnólia e Edson Ribeiro já a elogiaram. Hoje, está fadada ao crescimento de mato, naquele elefante branco inacabado, o Estádio Pinheirão, construído pela Federação Paranaense de Futebol, que deve milhões de reais e tem o seu ilustríssimo presidente, Onaireves Moura, na cadeia.
Construída em 1996, a pista de atletismo do Pinheirão, fabricada pela italiana Mondeo nos mesmos moldes da pista olímpica de Atlanta, já foi sede dos Jogos da Juventude Brasileiros (96), dos Jogos Escolares do Paraná (97), dos Torneios da Federação e do Troféu Brasil (98). Atualmente ela está semi-abandonada por falta de projetos para o seu uso, ao mesmo tempo que atletas de elite, entre eles muitos paranaenses, treinam em locais sem instalação apropriada. A maioria destes com índice garantido para a Olimpíada.
Imaginem então como eles estariam se treinassem numa pista de altíssimo nível como a nossa. Isso não sou eu que estou dizendo. Eles é que disseram em 98, quando participaram do Troféu Brasil, em Curitiba:
– É uma pista de altíssima velocidade - disse Róbson Caetano, medalha de bronze nos 200 metros em Seul (88) e bronze no revezamento 4 x 100m, em Atlanta (96).
– O tecido dela é ótimo. Temos tudo para sediar um evento internacional - elogiou Edson Ribeiro, paranaense, medalha de bronze no 4x 100m, em Atlanta, classificado para os 100 e 4 x 100 metros em Sydney.
– A pista é perfeita, poderia muito bem sediar um meeting internacional de altíssimo nível - confirmou André Domingos, considerado o segundo homem mais rápido na Olimpíada de Atlanta.
– A pista é excelente, muito rápida, a melhor do Brasil - acrescentou Claudinei Quirino, medalha de ouro no Pan de Winnipeg, classificado para os 200m em Sydney.
– Até que enfim temos uma pista à altura do Paraná - afirmou Sueli Pereira, paranaense, recordista sul-americana de lançamento de dardo, também classificada para a Olimpíada.
De que adianta o Estado do Paraná ter a melhor pista do Brasil, melhor até do que a do Estádio Célio de Barros, no Rio de Janeiro, que foi sede no último final de semana das provas classificatórias para a Olimpíada, durante o Troféu Brasil, se não sabe como administrá-la? Os nossos grandes atletas nem aqui estão. Quando foi construída, ela tinha uma finalidade: trazê-los de volta e formar mais talentos no atletismo. Então por que os projetos não foram tocados adiante? Seria talvez pela falta de seu idealizador?
As pessoas vão, mas os projetos ficam e deveriam ter continuidade. Que as palavras desses atletas sirvam de incentivo para os que hoje estão no poder e que eles não deixem um investimento de quase R$ 1 milhão ser coberto por mato.
Mascotes
Apesar do canguru ser um bicho-símbolo da Austrália, não é ele o mascote dos Jogos Olímpicos de Sydney. Aliás, desta vez, a Olimpíada não terá um único mascote, mas três. São eles Syd, Olly e Millie – um ornitorrinco, um kookaburra e um équidna, respectivamente. O ornitorrinco homenageia Sydney. Encontrado no Sul e no Oeste da Austrália e no Estado da Tasmânia, ele simboliza o espírito de competição e a garra no esporte. É o mascote que vai empurrar os competidores ao ouro olímpico.
O kookaburra é um pássaro típico da Austrália. Ele mora no Millenium Park, em Sydney, bem pertinho de Millie, o outro mascote. O seu nome foi originado da palavra Olimpíada. Como símbolo dos Jogos, ele vai representar a amizade, o intercâmbio, a diversidade cultural, o companheirismo e o espírito olímpico. Honesto, leal e entusiasmado, ele está encarregado de proteger os anéis olímpicos. Como a Olimpíada de Sydney simboliza a virada do milênio, o équidna, encontrado em quase toda a Austrália, foi batizado de Millie, que representa o início da esperança e o otimismo do novo milênio.
Curtas Olímpicas
- O basquete masculino brasileiro conquistou, em Tóquio, no ano de 1964, a sua terceira medalha de bronze. A equipe obteve uma média surpreendente de vitórias. Dos nove jogos disputados, perderam três. Os americanos ficaram com a medalha de ouro e os soviéticos, com a de prata.
- Foi também na Olimpíada de Tóquio que o voleibol brasileiro estreou. O atual presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, integrava a equipe que voltou ao Brasil com a sétima colocação.
- A preservação do meio ambiente foi priorizada em Sydney. Foram instalados 27 painéis solares no parque olímpico para a utilização de energia não-poluente. A energia para as 500 casas e mais de 1.500 apartamentos também virá da luz do sol.
- Todas as casas e apartamentos do parque olímpico de Sydney estão à venda. O mais barato sai por R$ 400 mil. O Homebush Bay, sede do parque olímpico, vai ser o maior bairro residencial do mundo abastecido com energia solar.

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