O Grande Londrina quer chegar aos grandes times do mercado latino do futebol. Enquanto ainda era Portuguesa Londrinense, já colocou jogadores nos mais diversos e exóticos países. Tem atletas espalhados por Ásia, América Central, África e Europa, mas sempre em clubes nanicos. Para alcançar o objetivo, os dirigentes trouxeram olheiros até Londrina.
O Grande Londrina recebeu esta semana a visita de colombianos e costa-riquenhos. Os empresários chegaram a Londrina a convite do diretor-jurídico do clube, Hélio Camargo, para observar jogadores e o trabalho feito na Vila Santa Terezinha.
Na quarta-feira, acompanharam os treinamentos Alex Ríos e Estevan García, representantes do América de Cali e empresários do atacante Rentería, do Inter-RS. Também na quarta-feira, o técnico Carlos Watson, da seleção Sub-20 da Costa Rica, esteve na Vila.
Ontem, foi a vez de Juan Luís Hernandes Fuertes, gerente-geral do Herediano, um dos principais clubes costa-riquenhos, observar o treinamento do Grande Londrina. Fuertes disse que é amigo de Camargo e tentará encaixar jogadores do clube em equipes da Primeira Divisão de seu país. Ele já foi treinador da seleção da Costa Rica e é jornalista. ''O trabalho é muito bem feito aqui. Tem muitos jogadores bons, como o Amaral, o Everton'', disse Fuertes, que também acompanhou os treinos do Galo Maringá.
Já Camargo comemorava a vinda dos empresários. ''Agora consegui trazer gente de clubes maiores, mais influentes. Quis provar que tem jogador bom e estruturas boas no interior'', afirmou o diretor-jurídico do Grande Londrina.
Fuertes aproveitou o bate-papo para criticar o técnico da seleção costa-riquenha, o brasileiro Alexandre Guimarães. ''Ele chegou na Costa Rica com cinco anos e fala que é da escola brasileira. Estava num momento oportuno no lugar certo. Quem colocou o time no Mundial foi o Jorge Luís Pinto (técnico colombiano que comandou a seleção nas Eliminatórias). Aí, o Alexandre puxou o tapete dele'', acusou.
Fuertes trabalhou para uma TV de seu país nas últimas três finais de Copa do Mundo, todas com a presença do Brasil e espera ver a seleção pela quarta vez seguida na decisão. ''É o favorito e vai ter que ganhar da Alemanha de novo'', apostou.

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