Ofendidos, ganeses provocam brasileiros
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sábado, 24 de junho de 2006
Folhapress 
Wurzburg - A três dias do mata-mata entre os times pelas oitavas-de-final da Copa, a seleção de Gana tomou os comentários de jogadores brasileiros sobre seu time como ofensa e respondeu num tom ainda mais provocativo. Aliadas ao ufanismo desmedido que impera do lado ganense, as declarações abriram uma guerra de nervos para o jogo.
Ao analisar os adversários de terça em Dortmund, alguns atletas da seleção, como Kaká e Juninho, mencionaram a ''irresponsabilidade'' tática de Gana, dizendo que o rival, ao contra-atacar, costuma deixar brechas em sua defesa.
Questionados sobre as citações, os ganeses reagiram duramente, numa corrente formada entre o técnico sérvio Ratomir Dujkovic, os jogadores e jornalistas do país. Primeiro Dujkovic, que pegou leve: ''Todo mundo tem o direito de falar o que quiser. Mas na hora do jogo vamos ver se é assim''. O meia e capitão Stephen Appiah, ainda contido, completou: ''Deixe que falem. Vamos esperar pela terça''.
Mas, em seguida, um repórter africano voltou à questão, observando que a pergunta embutia um estereótipo negativo internacional sobre o futebol do continente. Foi quando Appiah se soltou. ''Não adianta falar, tem que mostrar em campo. E não vi dos brasileiros nada de extraordinário até agora.''
O atacante Asamoah Gyan foi outro a se irritar. ''Os brasileiros são poderosos, mas no campo não vamos respeitá-los. Futebol não é feito de nomes nem de palavras. E não vejo nada de errado com o nosso jogo.''


