Octagon/Koch Tavares acredita no potencial do futebol brasileiro
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2000
Por Emerson Couto 
São Paulo, 21 (AE) - Parceiras em um consórcio desde setembro de 1998, a brasileira Koch Tavares, conhecida principalmente pela promoção de torneios de tênis, e a inglesa Octagon, terceira maior empresa de marketing esportivo do mundo, resolveram, agora, investir no futebol do País. O Atlético-MG e, mais recentemente, o Santos são os escohidos por enquanto. O grupo ainda tem a mexicana Corporación Interamericana de Entretenimento (CIE).
"Hoje, nossa prioridade no Brasil é o futebol pelo grande potencial de crescimento", explica Fernando von Oertzen, vice-presidente da área de assuntos corporativos. José Carlos Brunoro, ex-Parmalat, foi contratado para comandar o esporte na empresa. "Também vou cuidar de outras modalidades desde que os clubes tenham projetos para eles", contou Brunoro.
Recentemente, o diretor-presidente da Octagon, o inglês Matthew Wheeler, disse para a Agência Estado que o potencial de investimento estrangeiro no futebol brasileiro até 2010 é estimado em US$ 5 bilhões no geral. "Não falamos em números, mas nosso grupo de investidores tem uma liquidez muito grande", emeda Von Oertzen. O contrato do Santos, por exemplo, prevê US$ 250 milhões em dez anos.
O consórcio Octagon/Koch Tavares ainda não definiu se novos clubes terão parceria com o grupo. "É uma questão de oportunidade de novos negócios", explica o executivo. A discussão no Congresso sobre a Medida Provisória 2.011, que proíbe que uma empresa controle o futebol de mais de um clube, também é um fator a ser observado.
"Não vamos fazer nada fora da lei", garante Von Oertzen, que concorda com a intenção do governo de evitar manipulação de resultados. E vai além: "Não estamos comprando o futebol do Santos; somos, sim, uma agência de publicidade que vai gerenciar a propriedade da marca." Oertzen diz que a idéia é dar todas as condições para o torcedor, "o principal ativo", acompanhar bem o futebol.
A opção pelo Santos deveu-se ao forte apelo internacional do clube e, é claro, à imagem de Pelé. "Queremos que o Santos volte a ser grande", diz Von Oertzen.


