A obra de recapeamento do autódromo de Jacarepaguá, que motivou o cancelamento do GP do Brasil de Motovelocidade, foi feita sem licitação. A Secretaria Municipal de Obras do Rio e a empreiteira Empresa Brasileira de Terraplenagem e Engenharia (EBTE) admitiram que não foi aberta concorrência pública, em razão da emergência da obra.
Fabiano Crespo, dono da EBTE, disse não lembrar quanto a Prefeitura pagou pela obra. ‘‘Não sou eu que cuido desta parte financeira’’, esquivou-se. O secretário de Esportes e Lazer, José de Moraes, estimou o custo ‘‘entre R$ 400 mil e R$ 500 mil’’. Já a secretaria municipal de Obras não informou o valor contratado, mas garantiu que a fatura ainda não havia sido paga.
O dono da EBTE não admite que o recapeamento tenha sido mal-feito. O asfalto foi condenado em exames feitos pela FIM em laboratórios alemães, por má compactação e uso precário de betume, material nobre da composição. A EBTE alega diferenças de metodologia na análise. ‘‘Temos laudos de laboratórios credenciados pelo DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem) comprovando a qualidade do asfalto’’, disse Crespo.
O asfalto foi reprovado numa segunda vistoria por inspetores de segurança da FIM, no domingo. ‘‘Foi um parecer amador’’, argumentou Crespo.

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