Pela primeira vez as equipes da Fórmula Truck não poderão testar os seus caminhões um dia antes dos treinos classificatórios que definem o grid de largada. A segunda etapa da temporada 2006, programada para este domingo, a partir das 12h30, no recém-remodelado Autódromo de Fortaleza, não terá, como de costume, os treinos livres de sexta-feira que as equipes normalmente usam para fazer o acerto dos carros. Isso porque as obras de adaptação do autódromo atrasaram e a organização vetou a utilização da pista até que elas terminem.
A direção da Truck informou ontem, em seu site oficial, que os treinos de sexta-feira foram cancelados por precaução, ''tendo em vista a segurança dos pilotos''. De acordo com a nota, ''o Autódromo Virgílio Távora está passando por uma série de reformas nas arquibancadas, nos muros e no acabamento da pista''. A explicação é que as obras atrasaram devido às chuvas que não param de cair em Fortaleza.
O piloto londrinense Leandro Totti, da Londrina Truck Racing, que venceu a etapa de abertura em Caruaru (PE) e lidera o campeonato, lamentou ontem a falta de tempo para as equipes treinarem. ''É muito pouco. Não dá para fazer dois treinos de manhã e no mesmo dia ter que ir para as tomadas de tempo à tarde. Se tiver algum problema sério no caminhão não dá tempo de acertar'', reclamou.
Para Totti, outro agravante é que a pista cearense é nova para todos os pilotos, pois nunca recebeu uma corrida da Truck e nem vinha sendo usada para provas de categorias nacionais nos últimos anos. ''Vai ser meio complicado, porque não sabemos exatamente como devemos preparar o caminhão, já que a maioria desconhece o traçado. Estão dizendo que é um circuito de alta (velocidade), então estamos acertando o caminhão por aí. Mas na verdade não temos uma referência da relação de câmbio e de turbina que devemos usar'', explicou Totti, que antes ser piloto era mecânico da equipe.
Para evitar maiores problemas, já que não poderia treinar em Fortaleza, o chefe da equipe local, Ernesto Pívaro Neto, o Gardenal, decidiu trazer o caminhão de Totti para Londrina após a etapa de Caruaru. ''O normal seria só transportar as carretas para Fortaleza para esperar pela segunda etapa. Mas como trocamos de motor e precisávamos de tempo para trabalhar optamos por voltar para cá'', disse Totti. Os principais ajustes foram para reduzir a emissão de fumaça, que acabou desclassificando Totti nas tomadas de tempo em Caruaru. Ele foi pole, mas com a punição acabou largando em 10º e mesmo assim venceu.

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