Obra revelou duas histórias falsas
O lançamento do livro "Atletas Olímpicos Brasileiros" revelou duas histórias inventadas pelos próprios atletas. A que mais chamou a atenção foi o depoimento de Cristiane Paquelet, que mentiu sobre a sua participação na Olimpíada de 1972, em Munique, na Alemanha. Até a revelação da farsa, Cristiane era diretora Cultural do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Em depoimento, a ex-nadadora contou que só não competiu nos Jogos porque se machucou durante um treinamento, dias antes do início das provas. Após vir à torna o depoimento forjado, Cristiane se desligou do COB.
Outro depoimento falso foi de Zequinha Santos, que teria sido reserva da equipe brasileira de atletismo na prova dos 4x100m , em 1980, em Moscou, na então União Soviética. Essa prova nem fazia parte do programa olímpico na época.
A autora Katia Rubio revelou que recebeu telefonemas dos dois ex-atletas se desculpando. "Entendo a posição dos atletas, que foram campeões em diversas competições, mas não conseguiram concretizar o sonho olímpico. Eles criaram uma falsa memória para preencher esse vazio", apontou a escritora, que também é psicóloga.
O próximo passo é criar uma plataforma digital onde distorções poderão ser corrigidas, além de abrir a possibilidade de acrescentar outros nomes após 2016 e publicar fotos, vídeos e depoimentos sem restrição de espaço.(L.F.C.)





