Arquivo FolhaA Baixada, vista aqui ainda com as arquibancadas metálicas, já está fechada; ampliação ainda é duvidosaA ampliação do Estádio Joaquim Américo, de propriedade do Atlético, não será tão fácil como anunciam os dirigentes atleticanos. A Baixada, como também é conhecido o ‘‘caldeirão rubro-negro’’, dependerá de negociações que precisam passar pelo Colégio Expoente. O terreno de 17 mil metros quadrados, vizinho ao estádio do Atlético, pertence à família Gava, que renovou no final do ano passado o contrato de aluguel da área, por mais 10 anos. Parte do terreno seria usada na ampliação.
‘‘Não temos a intenção de sair do local até o ano 2006’’, afirma Armindo Angerer, diretor geral da Sociedade Educacional Expoente, que ocupa a área na Rua Madre Maria dos Anjos, com parte do Colégio Expoente, na Rua Madre Maria dos Anjos. No local, estudam 1.300 alunos da pré-escola ao 2º grau.
Segundo Enio Fornea, 2º vice-presidente do Atlético, a negociação foi fechada diretamente com a família Gava. ‘‘Adquirimos 50% da área, correspondente a 8.500 metros quadrados. Agora o Expoente é que é inquilino do Atlético’’, diz o dirigente atleticano.
O clube pretende mostrar nos próximos dias o projeto de ampliação da Baixada, que teria capacidade para 50 mil lugares. No projeto estariam atendidas as exigências da Fifa, que prevê que os estádios tenham somente cadeiras. Pela previsão da diretoria do Atlético a conclusão das reformas de ampliação acabariam antes do Campeonato Brasileiro de 1998.
Para o diretor do Expoente, Armindo Angerer, a atitude dos dirigentes do Atlético é ilegal. ‘‘Não acredito que eles tenham alguma documentação à respeito. Esse jogo é psicológico, aético e irresponsável. Eles estão tentando mexer com o torcedor e isso é ruim para todos. Nos também temos responsabilidade social, assim como o clube’’.
Armindo Angerer disse que um dos proprietários da área, Marcelo Gava desconhece a transação. ‘‘Vamos construir um ginásio de esportes no local. A preferência de compra do local é nossa. E ninguém nos consultou a respeito. Na pior das hipóteses iremos deixar a área em 2006’’, disse o diretor do Expoente.

mockup