O fundo do poço foi na Copa João Havelange do ano 2000. Na ocasião, o Londrina fez a pior campanha da competição: duas vitórias, três empates e 12 derrotas. Os jogadores foram despejados do hotel onde moravam e a dupla de empresários paulistas que bancavam o time despareceu da cidade.
Em 2001, já com apoio do empresário e ex-presidente Iran Campos, o time se beneficiou do não-rebaixamento. Apesar de evoluir, o time do técnico Freitas Nascimento não conseguiu brilhar. Começou muito mal, se recuperou no segundo turno mas deu vexame quando mais precisava vencer derrota por 4 a 0 para o Bragantino, na última rodada. Acabou fora dos play-offs e deixou a impressão de que poderia ter ido mais longe, principalmente pela qualidade da dupla de ataque, formada por Nem e Gil. Ficou em posição intermediária na tabela 17º entre 28 clubes.
Em 2002, com poucos investimento do grupo de apoio, o LEC optou por contratar jogadores de nível regional. De Maringá, importou o técnico e a espinha dorsal. Com as ambições redimensionadas, a diretoria decidiu transferir os jogos do Estádio do Café para o acanhado Vitorino Gonçalves Dias. No alçapão, a equipe modesta teria um pouco mais de chances de ser competitiva, pensavam os gestores.
No entanto, o resultado foi pífio. O defensivismo do treinador Ivair Cenci e a limitação técnica do elenco impediram uma boa campanha e obrigaram o Tubarão a fazer um ''acordo'' com o Ceará na última rodada. O empate livrou as duas equipes do rebaixamento e a torcida vaiou um dos momentos mais contrangedores da história do clube.
Em 2003, a história pode ser contada de maneira diferente. Depois de uma boa campanha no Campeonato Paranaense, reconquistando a confiança do torcedor e uma vaga na Copa do Brasil do ano que vem, a equipe dirigida pelo técnico Roberto Fernandes devolveu a ambição ao Tubarão.
Com a responsabilidade de ser o único representante do Estado na Segundona, o Londrina não se acomodou com o desempenho convincente do início do ano. ''Poderemos ter uma surpresa e até chegar à Série A já em 2004'', declarou o gestor Iran Campos no auge do entusiasmo.
Trouxe sete reforços: o lateral-direito Cassiano (ex-Portuguesa), o zagueiro André Turatto (ex-Criciúma), o lateral-esquerdo Adavílson, os meias Fumaça (ex-Náutico) e Alberto (ex-Bragantino), os atacantes Gilsinho (ex-São Bento) e Anderson Lobão (ex-Criciúma). ''Qualificamos o elenco'', disse, satisfeito, o técnico Roberto Fernandes.
A diretoria, a comissão técnica, os jogadores e a torcida já definiram espontaneamente qual o objetivo a ser alcançado este ano: ao invés de querer apenas se manter na divisão, o Londrina quer agora estar pelo menos entre os oito melhores do campeonato.

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