O último comprador ficou 7h20 na fila
São Paulo, 14 (AE) - O office-boy Vágner Eloy, de 19 anos, foi o último a conseguir comprar ingressos para a final da Taça Libertadores da América, quarta-feira. Logo em seguida, às 17h50
as bilheterias foram fechadas. Eloy, que chegou ao Palestra Itália às 10h30, comprou dois bilhetes, um para ele e outro para o patrão, Antônio Celso Dias Avellino, um dos donos da Distribuidora e Importadora Irmãos Avellinos.
Vários torcedores quiseram comprar o ingresso de Eloy, que se mostrava relutante. "Por menos de R$ 1 mil, eu não vendo, disse. O office-boy, torcedor do Palmeiras, não demonstrava convicção ao responder se iria no jogo. "Acho que vou, respondeu. Eloy não vai a um estádio há muito tempo e, curiosamente, faz aniversário quarta-feira, no dia da decisão. "Vai ser 3 a 0 para o Palmeiras.
Odisséia - Para os irmãos Danilo e Tiago Spinello, de São Caetano do Sul, a odisséia para comprar ingresso começou às 6h30 e só terminou 15h30. "Nunca tinha passado por nada assim, foi a pior experiência da minha vida", disse Tiago, batendo os dentes de frio.
"Tive muito medo de não conseguir os ingressos porque quando estava chegando nossa vez, nos avisaram que eles estavam acabando", completou Danilo. Ambos não pretendem repetir o sacrifício futuramente, mas tudo poderá ser devidamente compensado se o Palmeiras vencer o Deportivo Cali e ficar com o título da Libertadores, especialmente se o gol for de Paulo Nunes.
Sem ingresso - Mas houve também quem depois de muita espera voltou para casa de mãos vazias. "Cheguei aqui às 7 horas e não consegui", dizia o desconsolado André de Carvalho Gomes, que no domingo estava no Morumbi, assistindo à partida entre Palmeiras e Corinthians. "O duro é que a gente vai a todos os jogos da equipe e fica fora exatamente na final."
"Entrei na fila às 7 horas, dei a volta todinha na quadra e fiquei na saudade", lamentou o Rodrigo de Souza Lima. "Estou constrangido, fui a mais de 15 jogos do time desde o início do ano." Para ele, a decepção foi grande. "Para mim é pior perder um jogo como este do que perder a namorada", compara.





