O Tubarão da várzea do Rio Negro
Na margem direita do Rio Negro, alguns quilômetros antes do famoso encontro com as águas do Solimões e da formação do Amazonas, há uma comunidade ribeirinha, chamada Catalão, que atrai visitas de turistas pelo fato de todos morarem em casas flutuantes. São mais de cem famílias vivendo à mercê das águas, subindo e descendo de acordo com as enchentes e as vazantes do rio.
Não se passa um dia sem uma partida em Catalão, nem que seja uma simples pelada de pés descalços. Mesmo na época da intensificação da cheia, a bola não deixa de rolar. Os "atletas" providenciaram flutuantes e jogam sobre eles, com o refrescante incômodo de ter que pular na água para buscar a bola a cada lateral, escanteio ou tiro-de-meta.
Mas há um fato ainda mais interessante para quem é do Paraná. Um dos times mais tradicionais de Catalão leva o nome de Londrina e carrega no peito o distintivo do Londrina Esporte Clube, como homenagem ao Tubarão.
Ninguém dali jamais pisou na terra vermelha do norte paranaense. Também não se sabe ao certo o porquê de um José Valentim, o Bacural, morto há dez anos, ter escolhido justamente o nome de Londrina para batizar o time que ele, o compadre Mauro Coelho de Lima, 67, e outros amigos fundaram em 1984.
"Como a influência dos clubes cariocas é muito forte por aqui, um queria que o nosso time se chamasse Vasco, outro sugeriu Flamengo, mas o compadre determinou: vai ser Londrina. Foi algo que caiu na mente dele. Não sei explicar o motivo", comenta Lima. Definido o nome, logo foram adotadas também as cores azul e branco e o escudo do Londrina original, com o ramo de café e tudo.
Estrutura montada em cima de troncos de árvores que flutuam na água
Vai do final de abril até o início de agosto, quando se inundam os campos das várzeas
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





