O TRIUNFO
Contra o Chile, a vaga garantida.
Contra o Uruguai, a festa do título
Paulo WolfgangTapia só assiste à comemoração de mais um gol brasileiro: vitória sobre Chile garantiu vaga em SydneyPaulo WolfgangRonaldinho (E) e Athirson beijam a taça após o empate de domingo com o Uruguai: vaga e título garantidosSe a sexta-feira é o dia internacional da gandaia, para os brasileiros o dia 4 de fevereiro teve um gosto especial. A vitória sobre o Chile por 3 a 1, na segunda rodada do quadrangular final, serviu como uma espécie de revanche do empate na estréia do Pré e, mais, garantiu a presença brasileira nos Jogos Olímpicos. Missão cumprida com louvor, bom futebol e ainda uma rodada de antecedência era tudo o que o torcedor queria.
O Chile abriu o marcador aos 14 minutos do primeiro tempo: Gutierrez lançou Tapia, que se antecipou à saída de Fabio Costa e fez 1 a 0. Mesmo perdendo, o Brasil se apresentava melhor. E o passaporte para Sydney começou a ser carimbado aos 30 minutos: o lateral esquerdo Athirson chutou de longe, a bola desviou em um zagueiro e foi parar no fundo das redes do gol chileno.
No segundo tempo, logo no primeiro ataque, Ronaldinho cobrou falta frontal ao gol chileno e colocou a bola no canto esquerdo: 2 a 1. Aos 15 minutos, o volante Baiano fez bonita jogada pela direita, deu um drible seco em Olarra e bateu forte encobrindo o goleiro chileno. Um golaço para fechar o placar do jogo em 3 a 1 para o Brasil.
Contra o Uruguai A Seleção Brasileira entrou em campo no domingo, 6 de fevereiro, classificada para enfrentar o eliminado Uruguai. O Brasil só perderia o título se fosse goleado. Mas o Uruguai não estava para brincadeira e contra o Brasil jogou tudo aquilo que não havia feito na fase decisiva. Parecia que valia vaga para eles e não o título para o Brasil. Mas foi a Seleção Brasileira que chegou primeiro ao gol. Logo aos cinco minutos, Alex cobrou falta da esquerda e Fabio Bilica apareceu entre os zagueiros adversários, fazendo 1 a 0. Naquelas alturas a torcida que lotou o Café já entoava gristos de É campeão! É campeão!
O Brasil poderia até ter feito mais gols na primeira etapa, mas desperdiçou várias chances. No segundo tempo veio a surpresa uruguaia. Com muita garra e disposição o time comandado por Victor Púa foi para cima do Brasil e, já aos três minutos, o contra-ataque uruguaio funcionou bem. Risso empatou com um belo gol, chutando da entrada da área.
O Uruguai estava melhor no jogo, criando inclusive outras chances para ampliar a partida. Nem mesmo as mudanças no time brasileiro surtiram efeito: Baiano saiu para dar lugar a Cris, Edu deixou o campo, Warley assumiu a meia cancha e, a poucos minutos do fim, Fábio Junior entrou no lugar de Lucas. Mas foi o Uruguai que conseguiu virar a partida: em novo contra-ataque rápido Coelho carregou a bola e tocou para Varela, que estava livre na cara de Fábio Costa. Ele chutou com força e determinou o 2 a 1 no placar.
Victor Púa estava satisfeito com o resultado. Tratou de fechar o time para não tomar gols e sair de Londrina com a primeira vitória na fase decisiva. Do outro lado, Luxemburgo estava irritado com a falta de objetividade do seu time e gritava muito com os jogadores. O gol de empate só saiu de bola parada. E foi assim: aos 42 minutos Ronaldinho Gaúcho bateu uma falta pelo lado esquerdo do ataque. A bola encontrou a cabeça de Fabio Júnior que, mesmo de costas, conseguiu tocar para o fundo das redes de Carini, empatando o jogo em 2 a 2.
Aliviada com o gol, a torcida era só alegria nas arquibancadas e novamente entoou o côro É campeão só que desta vez com muito mais força. O juiz apitou o fim de jogo e o Brasil se sagrou campeão de fato e de direito do último torneio Pré-Olímpico da história.





