O tratamento da leucemia
1 – O paciente contrai leucemia mielóide quando ocorre um desequilíbrio na produção do sangue – ele passa a produzir desordenadamente mais glóbulos brancos que vermelhos. É um tipo de câncer no sangue.
2 – O melhor tratamento, segundo os médicos, é o transplante de medula óssea. O objetivo é fazer uma ‘‘limpeza de medula, com altas doses de quimioterapia. A limpeza eliminará as células doentes e colocará o paciente em condições de se submeter ao transplante, técnica pela qual a medula, tecido de células que funciona como uma ‘‘fábrica de sangue, é totalmente substituída.
3 – Para se encontrar um doador com medula de característica compatível com a do receptor, são necessários testes imunológicos. Há maior possibilidade de se encontrar um doador imunologicamente compatível entre familiares. Se os testes revelarem que não há um familiar em condições de doar, recorre-se a um transplante ‘‘não-aparentado , procurando-se material compatível em um banco de medulas.
4 – Identificado o doador, ele fica à espera do momento em que será colhida a medula de um osso da bacia, por meio de punções. O líquido é retirado com agulhas. De acordo com o peso do receptor, recolhe-se de meio litro a 700 mililitros de material. A medula recolhida é filtrada e vai para uma bolsa de transfusão.
5 – Por meio de um cateter, o material é infundido na veia do paciente, de forma semelhante a uma transfusão de sangue. As novas células vão circular pela corrente sanguínea do doente, entrar na medula óssea e se multiplicar, regenerando, assim, o sistema hematológico.
6 – Após o transplante, e até que ocorra a restituição completa da medula, o paciente fica em processo de acompanhamento médico no hospital por cerca de 100 dias, já que as defesas do organismo estão baixas e ele está sujeito a contrair infecções. A chance de cura com o transplante é de 85%. Os 15% restantes são casos em que ocorrem infecções, rejeição ou mesmo a volta da doença.
Fonte – Frederico Luiz Dulley, professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e chefe da Unidade de Transplantes de Medula Óssea do Hospital das Clínicas

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