A segunda-feira que deveria ser de reflexões acabou eclodindo a insatisfação do presidente Carlos Alberto Garcia. Irritado com alguns comentários da crônica esportiva, que segundo ele, teria insinuado que o time ''é frouxo'', o dirigente deixou de lado seu habitual bom humor e disparou contra quem acredita estar desestabilizando o ambiente do Londrina. Garcia evitou dar a identidade dos novos desafetos, mas considerou os comentários maldosos. ''Nosso time não é frouxo não. Muito pelo contrário, é um time que tem brio, coragem e valentia. O torcedor que esteve no estádio sabe que não estou mentindo. Isso tudo (os supostos comentários) me deixou muito magoado... Nosso time é macho'', desafiou Garcia, que disse sentir orgulho do comportamento da equipe no empate contra o Atlético, domingo, no Estádio do Café.
E Garcia foi mais longe ainda em suas declarações. Além da já referida indignação sem ter apresentado nenhuma prova para sua teoria disse que a imprensa não terá direito de interferir na escalação do time enquanto estiver à frente da diretoria-executiva. ''Nunca isso acontecerá comigo na presidência. Esse tempo já acabou. Ela (a imprensa) não tem autonomia para fazer isso. E quem achar que nosso time é frouxo é porque não gosta do Londrina'', polemizou.
Garcia adiantou também que a prioridade é segurar o técnico Raul Plassmann no cargo até a final da Série B do Campeonato Brasileiro, mesmo que o ex-goleiro tenha oficializado seu afastamento após o Campeonato Paranaense. ''Eu, como presidente, quero o Raul como técnico até o final do ano, independente de qualquer coisa. Ele é o melhor treinador que o Londrina teve nos últimos anos. Hoje o clube não tem condições de encontrar alguém igual ao Raul'', desabafou o presidente. ''Hoje o Raul só sai se quiser. Ele fez um grande trabalho aqui no clube e enquanto for presidente ele tem emprego garantido''.
Apesar da diretoria ter divulgado uma lista com três nomes de possíveis treinadores, o de Caio Júnior, do Cianorte, como favorito, a permanência de Raul continua sendo possível. ''Ficou determinado com a diretoria que volto para a função de diretor-técnico depois do estadual. Agora, o que vai acontecer depois é uma outra história. Se a diretoria achar que tenho que ficar, não posso virar as costas para o clube, vou servir onde precisarem de mim'', esclareceu o treinador.
O retorno do ex-goleiro a um cargo bem mais burocrático, e muito menos exposto ao turbilhão de críticas, seria uma estratégia da diretoria de preservá-lo até o final do ano. Até mesmo o próprio Raul não esconde mais seu desconforto diante da situação.

mockup