O time é outro, porém o torcedor continua o mesmo
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Renato Oliveira<BR> Reportagem Local 
Comissão técnica, patrocinadores, jogadores, enfim, existe toda uma estrutura que trabalha diariamente para se ter um time basquete em quadra. Mas do outro lado da linha existe uma figura tão importante quanto a organização: o torcedor. Ele é quem dá folego quando o time perde ritmo em quadra. Comemora quando ganha, chora quando perde. Ele está em torno do elenco na hora mais crucial: o jogo.
Dentre os frequentadores do basquete londrinense existe uma figura mitológica, que fica religiosamente corneteando o time visitante atrás do banco de reservas. É o ''Paulinho da Bengala'', cujo nome é Paulo Roberto Guedes, de 48 anos, formado em educação física, mas trabalha como vendedor de carros. Há quase 10 anos ele frequenta o Moringão e é difícil o torcedor do basquete que não se irritou, ou deu boas risadas, com suas broncas no time da casa e provocações contra os rivais.
Sua performance mais famosa é a sessão de bengaladas para o alto, que assusta (ou assustava) quem vem jogar contra o Campos do Conde/Sercomtel/Londrina. ''Agora tem que tomar mais cuidado. Não pode invadir com a bengala para cima'', responde quando perguntado se o proibiram de torcer com a bengala em riste. Porém, ressalta que existem outras artimanhas para tirar a atenção dos concorrentes.
Como ele mesmo define, o basquete é ''um jogo picante, com muita adrenalina''. Por isso, muitas vezes quando o técnico substitui alguém e o jogador sai nervoso, o Paulinho da Bengala entra em cena. ''Eu tento desequilibrar nesse ponto, chamando a atenção para tirar a concentração do cara'', conta.
Tudo isso é para evitar aquela sensação que até o torcedor mais comedido sente quando o time perde. ''Aí eu fico chateado, rapaz do céu'', resume. Paulinho afirma que a derrota ''acaba com o dia'' de qualquer um e só não é mais trágica ''quando o time perde jogando bem''. ''Aí é aceitável. O duro é perder sem achar o próprio jogo'', emenda.
Para o compromisso de hoje contra o Pitágoras/Minas, que é o quarto colocado na competição, ele acredita que o time só engrena com o apoio da torcida. E como um bom torcedor, ele está ''torcendo'' para que o Moringão receba pelo menos 4 mil torcedores. Só assim para conseguir assustar o adversário que está na quarta colocação na Liga e possui um grande elenco.
No elenco do Campos do Conde, o armador Fernando Mineiro costuma ser o melhor em quadra na sua análise. Observa a melhora no desempenho do pivô Adriano e acredita que o ala-armador Guilherme Fillipin e o ala Rodrigo Ratinho e o armador Zezinho estão bem entrosados.
O palpite do torcedor pende para a vitória, mas acredita que o jogo terá momentos de viradas no placar. ''Acho que o jogo vai terminar com três pontos de vantagem para o time de Londrina. Mas é importante que os jogadores estejam concentrados em quadra e que façam tudo que o Ênio (Vecchi, técnico) pedir. Se tiver ainda o apoio da torcida não tem como perder'', aposta.


