''Quem tem amor tem saudade, quem não tem passa vontade''. ''O sábado à noite é uma criança, deixa eu ser o seu brinquedo. Não sou eu que durmo tarde é o sol que nasce cedo. Seguuuura Peão''. Criatividade e humor nas frases a cada intervalo entre uma montaria e outra. Emoção, adrenalina, tensão, comemoração, paquera e azaração. Muito mais do que espetáculo, o rodeio é esporte. Para quem não sabe, o peão é atleta, treina e se esforça para a torcida. Na terra do Tubarão, de amanhã até domingo, quem manda é o peão. Rimas à parte, a 51 Exposição de Londrina dá largada nesta sexta-feira ao seu lado esportivo, com o início do Professional Bull Rider (PBR).
Londrina será a sétima etapa da temporada 2011 do Brahma Super Bull PBR, considerada etapa Prata. Os pontos feitos na etapa londrinense serão válidos para o ranking nacional e o dinheiro ganho pelos peões contará para o ranking mundial, que tem a final disputada Las Vegas, nos Estados Unidos. O campeão, aqui, será o peão que somar o maior número de pontos em todas as montarias.
Para chegar ao título, o peão tem que suar muito. Não basta 'apenas' sentar no lombo do touro e aguentar firme os 8 segundos. É preciso uma preparação rígida, de atleta mesmo, para estar entre os melhores.
De acordo com o diretor da PBR Brasil, Flávio Junqueira, os competidores treinam nas fazendas onde geralmente trabalham. ''A grande maioria trabalha no campo, na lida com cavalo (domando/trabalhando). Montar em cavalo é importante para o treino deles, pois ajuda no equilíbrio e na preparação física. Além do trabalho no campo, para complementar o treino, eles fazem academia e praticam corrida'', explicou Junqueira. A maior parte dos competidores passa o dia em treinamento, andando a cavalo e trabalhando. E cerca de duas horas na academia.
Mas o peão não é considerado um esportista somente pela rotina de treinamentos físicos e técnicos. Ele é juridicamente também um atleta, de acordo com a Lei 10.220, de 11 de abril de 2001.
A diferença de um atleta normal para o peão está na premiação. Enquanto um esportista tradicional luta por uma medalha ou um troféu, no rodeio, o vencedor leva para casa prêmios bem mais valiosos do ponto de vista financeiro mesmo, como dinheiro, motos ou carros. Em Londrina, serão distribuídos R$ 40 mil em prêmios.
O paulista Edevaldo Ferreira, competidor que mais ganhou etapas da PBR Brasil, e outros 29 dos melhores peões brasileiros, como Edgard Lázaro, finalista mundial em Las Vegas, em 2005, e Cláudio Crisostomo, vencedor em Londrina em 2008, disputarão o título neste ano na arena do parque londrinense. Eles serão observados por um mito dos rodeios. O tricampeão mundial Adriano Moraes estará no camarote Brahma.

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