O que o COI pode esperar esta semana
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
RAFAEL VALESI<br>[email protected] 
A partir de hoje mais uma visita oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI) começa no Rio de Janeiro. Desde a última vez em que os membros da entidade colocaram seus pés na Cidade Maravilhosa, em outubro de 2014, algumas coisas mudaram, e outras questões que deveriam avançar ficaram na mesma.
No sábado, está prevista entrevista coletiva com o presidente do COI, o alemão Thomas Bach. E muitos dos temas abaixo deverão ser abordados. Na verdade, caberá a nós jornalistas fazer as perguntas certas.
1) Trocas políticas: em entrevista a mim na China no ano passado, Thomas Bach disse que a eleição presidencial de outubro não era motivo de preocupação para o andamento da Rio-2016. Pois bem. Nos últimos meses, como consequência da reeleição de Dilma Rousseff, foram trocados APENAS oministro do Esporte e o presidente da Autoridade Pública Olímpica. Será que o COI continua com a mesma opinião?
2) Atrasos: a cada dia fica mais claro que a Baía de Guanabara não estará limpa para as provas da vela em 2016. As construções do velódromo estão atrasadas, e o evento-teste do remo acontecerá em agosto em meio a obras. Sem contar o metrô, que tem uma linha prevista para ser entregue às vésperas dos Jogos.
3) Evento-teste do vôlei: o que o COI acha do fato do evento-teste do vôlei ter mudado das finais da Liga Mundial para uma competição local juvenil, como o LANCE! Mostrou neste mês? Quanta diferença, não?
4) Doping: aqui, cabem duas questões. A primeira, o andamento das construções do novo laboratório brasileiro antidoping que será credenciado pela Wada, passo fundamental para a Rio-2016. O outro, o escândalo de doping no esporte russo, que resultou até na queda do presidente da federação de atletismo local. Uma das potências esportivas mundiais está cada vez mais manchada.
As dúvidas estão no ar. Vamos ver se serão esclarecidas até sábado.


