O que muda na F-1 com a volta dos recursos?
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sábado, 28 de abril de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
A Fórmula 1 retomará o rumo da eletrônica, hoje um tanto restrita nos carros. Controle de tração, câmbio automático e diferencial ativo são as novidades tecnológicas da prova. Mas o que muda para os pilotos a volta desses recursos?
Unanimemente, esses profissionais dizem que as alterações começam já nas largadas. As vantagens em termos de tração são grandes, explica Luciano Burti, agora na equipe Prost. Nos testes que fizemos, chegamos aos 100 km/h meio segundo mais rápido.
Os pilotos poderão dispor do diferencial ativo, ou eletro-hidráulico, em Barcelona. A grande diferença para o existente hoje é a liberdade para alimentar o computador que o gerencia. As cargas de frenagem são os dados mais importantes, antes proibidos. Conhecendo essa carga, o computador pode comandar que o diferencial prenda ou solte mais as rodas motrizes. Mais uma vez a tração sai ganhando com isso, além de um carro mais equilibrado nas frenagens, diz o profissional da Prost.
Por fim os pilotos terão a possibilidade de contar com o câmbio automático. Até Ímola as trocas de marchas, tanto na ascensão como na redução, deviam ser feitas por eles, através de pequenas alavancas posicionadas atrás do volante e acionada com os dedos. Um sistema eletrônico complexo identifica, agora, a posição do carro no circuito, tomando por base a distância da linha de chegada. Para cada ponto da pista há uma marcha ideal, de acordo com o programa do computador.


