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| Foto: Marcos Zanutto/06-11-2018



O Londrina passou 2018 sem título; o que marcou mesmo o ano foram as trocas de técnicos (foram quatro treinadores no ano) que o clube teve ao longo da temporada. A demora em encontrar um nome ideal para o cargo comprometeu toda a campanha alviceleste.

A aposta em Ricardinho não surtiu efeito e o treinador/comentarista foi demitido ainda na primeira metade do Campeonato Paranaense, pressionado também pela eliminação precoce na Copa do Brasil, ao cair logo na segunda fase diante do Ceará em pleno estádio do Café. Com a chegada de Marquinhos Santos, o time até reagiu e foi finalista do returno do Estadual, mas no fim terminou a competição em um modesto sétimo lugar.

O início na Série B foi irregular e Santos trocou o LEC pelo São Bento após apenas 12 rodadas. Para o seu lugar, chegou Sérgio Soares, que conquistou somente uma vitória em sete partidas e afundou o Londrina para a zona do rebaixamento ao fim do primeiro turno.

O LEC recorreu então a um velho conhecido. Roberto Fonseca mudou a forma do time jogar, conseguiu uma grande arrancada na parte final do Brasileiro e chegou nas últimas rodadas flertando com o G4. Mas o time perdeu o fôlego e bateu na trave, como em 2016 e 2017; terminou a competição em oitavo lugar, sua pior participação desde que voltou para a Série B.

Quem teve mesmo o que comemorar entre os paranaenses em 2018 foi o Athletico, que mudou a grafia do nome nessa temporada. Mesmo com um time sub-23, foi campeão estadual e, ao promover o técnico Tiago Nunes, fechou o Brasileirão em sétimo lugar e conquistou o inédito título da Copa Sul-Americana, o primeiro internacional do nosso futebol.

Já o rival Coritiba quer mesmo esquecer o ano. Perdeu a final do Paranaense para o Rubro-negro e fez uma campanha decepcionante na Série B. Mesmo com muito mais dinheiro que os rivais, esteve sempre longe do G4 e terminou em décimo. Pior mesmo só o Paraná Clube, que voltou para a Série A depois de 11 anos, mas teve uma performance vexatória, ao ganhar apenas quatro dos 38 jogos que disputou e ser rebaixado com uma das piores campanhas da história dos pontos corridos.

O Operário, como o Athletico, teve o que festejar. Retornou à elite do Paranaense e conquistou o segundo título nacional seguido, ao ganhar a Série C e garantir a volta à Série B após 28 anos.

FUTEBOL NACIONAL E INTERNACIONAL

No cenário nacional, a festa em 2018 ficou para as torcidas do Palmeiras e do Cruzeiro. O Verdão trouxe de volta Luiz Felipe Scolari no meio da temporada e o treinador levou o clube ao título do Brasileiro, fazendo jus ao investimento milionário na montagem do elenco. O time mineiro repetiu 2017, tornou-se o primeiro bicampeão da história da Copa do Brasil e se isolou como o clube mais vitorioso da competição, com seis conquistas.

Com o fracasso dos brasileiros, a Libertadores da América teve uma final histórica entre River Plate e Boca Juniors, mas o que era para ser a maior decisão de todos os tempos se tornou um vexame mundial. Após confusões envolvendo a torcida do River e adiamentos, a final foi transferida para Madri e os Millonarios levaram a melhor ao vencer a segunda partida por 3 a 1, após empate em 2 a 2 na ida.

Porém, o River decepcionou a sua torcida ao não passar da semifinal no Mundial de Clubes e deixar o caminho aberto para que o Real Madrid conquistasse o tricampeonato, ao vencer fácil o Al Ain (dos Emirados Árabes Unidos) na final por 4 a 1. Tricampeão também da Liga dos Campeões, o Real, porém, amargou em 2018 a saída do astro Cristiano Ronaldo, que após o título da Champions foi para a Juventus. (Lucio Flávio Cruz/Reportagem Local)

COPA DO MUNDO

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| Foto: Franck Fife/AFP/15-07-2018



Paris - Ela não fazia parte do grupo de grandes favoritos ao título na Copa do Mundo da Rússia-2018, mas a França de Didier Deschamps aproveitou as quedas das grandes potências para conquistar sua segunda estrela, duas décadas depois de se sagrar campeã do mundo pelo primeira vez em casa.

A hecatombe de Alemanha, Brasil, Espanha e Argentina provocou duelos inéditos nas semifinais na Rússia-2018, com quatro países (Croácia, Bélgica e Inglaterra, além da França) que não estavam nos prognósticos prévios ao torneio.

Com uma defesa sólida e uma bola parada perigosa, a França de Deschamps não encantou por seu futebol, mas foi se tornando cada vez mais forte à medida que foi passando de fase na Copa.

O sucesso francês teve vários nomes como protagonistas, mas dois se destacaram: Deschamps, que se tornou a terceira pessoa na história do futebol a conquistar a Copa do Mundo como jogador e técnico, e Kylian Mbappé, o segundo jogador mais jovem a anotar dois gols em um jogo de Mundial e a marcar na final, atrás apenas de Pelé. (France Presse)

FÓRMULA 1

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| Foto: Evaristo Sá/AFP/11-11-2018



São Paulo - O britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, e o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, tiveram uma disputa equilibrada na primeira metade da temporada 2018 da Fórmula 1, mas na segunda o inglês disparou e garantiu o pentacampeonato mundial com duas corridas de antecedência, no Grande Prêmio do México.

"É um sentimento muito estranho. (O campeonato) Não foi vencido aqui, foi vencido com muito trabalho ao longo de todas as corridas. (Juan Manuel) Fangio também fez isso com a Mercedes, então é incrível", disse Hamilton após a corrida decisiva, citando o argentino a quem igualou como pentacampeão. Ambos só estão agora atrás do alemão Michael Schumacher, que tem sete títulos. (Das agências)

ESPORTES OLÍMPICOS

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| Foto: Miguel Schincariol/AFP/22-12-2018



São Paulo - O ano de 2018 nas modalidades olímpicas foi marcado pelo sucesso do Brasil em esportes que farão sua estreia nos Jogos de Tóquio, em 2020, e também pela decepção com fontes tradicionais de medalhas para o País.

Os dois resultados mais expressivos do País neste ano foram de Gabriel Medina, campeão da Liga Mundial de Surfe, e Pedro Barros, vencedor do Mundial de skate na modalidade park. Os dois esportes serão estreantes no Japão.

O caratê, outro novato em Jogos Olímpicos, foi responsável por uma medalha de prata no seu campeonato mundial, com Vinícius Figueira, na categoria até 67 kg.

Por outro lado, o desempenho brasileiro ficou abaixo do esperado em esportes nos quais costuma ter bons resultados. No judô, maior fonte de medalhas olímpicas do País, apenas Érika Miranda, 31, subiu ao pódio no Mundial disputado no Azerbaijão em setembro. No mês seguinte, ela anunciou sua aposentadoria.

Nos Mundiais de vôlei, a seleção masculina ficou com a medalha de prata após ser derrotada pela Polônia na decisão, mas a seleção feminina terminou longe do pódio.

Já no Mundial de vela, o Brasil passou em branco pela primeira vez nas cinco edições já realizadas da competição.

A natação contrariou outras modalidades tradicionais e foi bem: o País conquistou oito medalhas no Mundial de piscina curta na China (dois ouros e seis bronzes), com destaque para o revezamento 4 x 200m livre, ouro com recorde mundial, e Ana Marcela Cunha obteve o tetracampeonato no Circuito Mundial de Maratonas Aquáticas. No vôlei de praia, a dupla formada por Duda e pela paranaense Agatha foi a vencedora do circuito mundial. (Folhapress)

TÊNIS

Paris - Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic dominaram os quatro Grand Slams de 2018 e se sucederam na liderança do ranking mundial, estendendo sua dinastia na era de ouro do tênis. Os três lendários tenistas, juntos, somam 51 Grand Slams (20 de Federer, 17 de Nadal e 14 de Djokovic) e ocupam os três primeiros lugares no ranking histórico de vencedores de Majors - Djokovic está empatado com Pete Sampras.

Após uma temporada de 2017 em que Federer e Nadal repartiram as maiores conquistas (dois Grand Slams para cada), 2018 começou prometendo poucas mudanças.

Federer renovou seu título no Aberto da Austrália, um torneio em que Nadal se viu obrigado a desistir nas quartas de final contra Marin Cilic devido a uma lesão na perna direita. O espanhol alternou grandes momentos com lesões inoportunas durante todo o ano, mas não deixou de reinar na turnê no saibro, conquistando pela 11ª vez Roland Garros, um feito histórico no tênis.

Número 1 do mundo durante boa parte da temporada, na qual Federer, aos 36 anos, ocupou o trono por algumas semanas e se tornou o tenista mais velho da história a fazê-lo, Nadal aparecia como grande favorito para Wimbledon.

Foi aí que aconteceu o inesperado. Djokovic, em decadência desde 2016, penava no circuito após passar por cirurgia no cotovelo em fevereiro, mas no Grand Slam inglês reencontrou seu melhor tênis e foi campeão.

O sérvio se tornou soberano na segunda metade da temporada, encadeando um título do US Open e somando entre julho e novembro 35 vitórias e apenas três derrotas, assumindo o topo do ranking ATP pela primeira vez desde 2016. (France Presse)

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