O que a F-1 representa para Xangai
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sábado, 25 de setembro de 2004
Agência Estado 
Xangai - A China é o país que mais cresce no mundo, à impressionante taxa média de 8% ao ano na última década. E Xangai é a principal cidade desse processo. Ano passado, a nação recebeu o maior investimento estrangeiro dentre todas as nações, US$ 57 bilhões. Nas ruas que cercam as bandeiras vermelhas estendidas no palácio do governo da cidade de 13,4 milhões de habitantes fervilham as negociações mais típicas do capitalismo.
''A Fórmula 1 será, para nós, uma excelente plataforma para expormos Xangai ao mundo. A realização da Exposição Internacional de 2010 também faz parte desse projeto'', diz Xiaohan Mao, diretor do Autódromo Internacional de Xangai, onde foram investidos mais de US$ 200 milhões na construção de um novo padrão de referência para os circuitos do mundo.
A explicação de Mao sobre quem investiu no projeto reflete com precisão a consciência que as lideranças políticas chinesas têm do papel que a Fórmula 1 pode ter na captação de ainda mais interessados no país: ''São três empresas estatais, Shanghai Jinshi Corporation, Shanghai State Assets Management e Shangai Jian Investement.''
Os chineses terão de aprender a conviver com a Fórmula 1, ainda não popular no país. Os que forem ao autódromo verão traços fortes da sua cultura na arquitetura do projeto assinado pelo alemão Herman Tilke, o mesmo da Malásia, Bahrein e Turquia, programado para estrear no campeonato em julho de 2005.
O autódromo encontra-se a cerca de 40 quilômetros do centro e ocupa apenas uma área de 2,5 quilômetros quadrados do total de 5,3 quilômetros quadrados que lhe foi cedido. ''Nosso projeto é mais amplo que a edificação do autódromo, o definimos Shanghai International Auto City.'' Segundo contou Mao, nessa espaço de sobra serão incentivadas várias atividades ligadas ao automobilismo e até a contrução de uma universidade de engenharia mecânica.
Diz-se que a população real de Xangai é de 17,4 milhões de habitantes e não 13,4. Os quatro milhões a mais seriam de indivíduos não registrados pelos pais para não pagar elevados impostos em razão da lei de controle de natalidade.
Oficialmente eles não existem. A China tem 1,3 bilhão de habitantes, mas, pelo mesmo motivo, são na realidade 1,7 bilhão.


