Mesmo para quem está no esporte há anos e está ambientado aos processos licitatórios, protocolar projetos no Feipe (Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos) da FEL (Fundação de Esportes de Londrina) não é uma tarefa fácil. Vanda Sanches é uma das mais experientes esportistas de Londrina e coordena o Londrina Futsal Feminino. A equipe apresentou três propostas - futsal feminino adulto e juventude e hóquei sobre a grama - e teve os projetos não habilitados pelo mesmo problema.

"O nosso caso não foi falta de documentos, porque isto é inadmissível em uma licitação. Faltou apenas a colocação da inscrição www onde informamos a nossa página na rede social para a prestação das contas. Não deixamos de citar o canal, como o edital exige, foi uma questão meramente formal", citou Sanches.

A coordenadora citou que ao longo dos anos esta foi a primeira vez que o futsal feminino teve o seu projeto inabilitado. Vanda Sanches entende que é preciso buscar alternativas para desburocratizar. "Mesmo para nós que estamos há anos fazendo isso, ficamos pelo menos dez dias para juntar toda a documentação. O processo é desgastante e trabalhoso para as modalidades e também para a FEL. Uma das ideias que surgiram entre vários treinadores é que esta licitação seja válida por dois anos e não precise ser renovada anualmente. Dois anos é um bom tempo para o desenvolvimento do trabalho"

O Londrina Futsal vai propor um recurso, mas a não habilitação neste primeiro edital já compromete o início dos treinamentos. "Se o nosso recurso não for aceito e tivermos que esperar um novo edital e buscar todos os documentos novamente teremos muitas dificuldades. São diversas pessoas que direta ou indiretamente estão envolvidas no projeto".

mockup