Paulo WolfgangMaurício, Marcos e Dan. Ao fundo, o Royal Golf ResidenceQuando a Teixeira Holzmann idealizou um projeto para um condomínio horizontal, surgiu a idéia de se implantar dentro dessa área uma sede campestre, que poderia ser para o Londrina Country Club. Os diretores da empresa tiveram uma reunião para discutir uma pesquisa de mercado que foi feita, para se apurar o que seria melhor implantar dentro do condomínio. Curiosamente, segundo Marcos Fabiano Holzmann, apareceu na pesquisa, que não foi estimulada, a preferência de duas pessoas pelo golfe. Claro que ninguém levou a sério, até porque ninguém conhecia o esporte. Mas dias depois, Maurício Dinardi estava em nova reunião e nela ele sugeriu o golfe. Ninguém se assustou, mas ficaram um tanto surpresos com a proposta. Foram conhecer o Londrina Golf Club e a partir daí, a decisão foi fácil: golfe no condomínio.
Como fazer, com quem fazer e outros detalhes passaram a ser a preocupação de Marcos e Maurício. Dinardi conheceu Dom Eudes de Orleans e Bragança e com ele ficou sabendo de Dan Blackenship, um norte-americano formado em arquitetura e com especialização em campos de golfe. Pronto. Tudo estava nas mãos. Marcos e Maurício foram a Buzios conhecer o campo feito por Dan e lá mesmo fecharam o negócio.
Hoje, passado quase um ano, os nove buracos do Royal Golf Residence estão praticamente concluídos em sua primeira fase. Aliás, para concluí-la, foram removidos mais de 200 mil metros cúbicos de terra, onde irão três lagos e inúmeras bancas de areia. ‘‘O Dan nos garantiu que este será um dos mais belos campos de nove buracos do Brasil’’, comentou Marcos Holzmann. ‘‘Pelo menos num ponto o nosso campo já será diferente. O nosso ‘driving range’ será um lago que já temos e as bolas utilizadas serão flutuantes. Uma inovação no Brasil’’, conta Maurício Dinardi.
O serviço, segundo Dan, da Gold Tee Golf, empresa de Denver, nos Estados Unidos, o campo vai realmente ser muito bonito. ‘‘Estamos utilizando a área da melhor forma possível. O campo terá uma diferença em relação a grande maioria do Brasil, porque teremos três buracos de par cinco, três de par quatro e outros três de par três. Isso, de certa forma, é o que vai dar grande segurança aos golfistas que utilizarem esse campo’’, explicou Dan. Em um dos buracos (par três), o jogador vai dar a primeira tacada em direção ao green, que estará localizado aproximadamente a 14 metros abaixo dos pés do golfista. Um dos mais belos buracos do campo. Segundo ainda Maurício e Marcos, depois de concluída essa obra, será iniciada ampliação do campo para 18 buracos.
O campo deverá ser inaugurado em agosto do ano que vem, com a realização do 1º Open Royal Golf Residence, que será disputado paralelamente ao 5º Open Norte do Paraná, que o Londrina Golf Club promoverá.
Com mais esse campo, fatalmente o golfe vai crescer ainda mais em Londrina. E se hoje o Paraná é o Estado em que o golfe mais cresce no Brasil, sem dúvida alguma, Londrina será a cidade que mais vai contribuir para isso a partir de 98, enquanto que Maringá deverá ser a base do crescimento do esporte nos anos 99 e 2000. (IC)

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