O pivô Gema quebra
uma hegemonia de
alas e armadores
O pivô Gema, de 28 anos e 2,02 m, ficou feliz com a notícia de que foi eleito o melhor jogador da temporada paulista de basquete masculino, além de ser incluído na seleção de ouro do torneio. Motivos para comemorar não faltam. Desde 1994, quando o indicado foi Josuel, há seis temporadas, um pivô não ficava com o título de melhor do ano. ‘‘É sempre ganho por um ala ou um armador’’, confirmou Gema, carioca de nascimento – é o primeiro título individual importante que recebe em nove temporadas no basquete paulista.
‘‘Uma única vez, eu fui eleito revelação’’, disse Gema, antes do segundo treino de ontem com o Tilibra/Copimax, de Bauru, campeão paulista, que agora disputa o Nacional. ‘‘Fiz um bom trabalho no Paulista, mas foi o estilo da equipe que ajudou, o time tem várias jogadas que favorecem o pivô.’’
Apesar do destaque, ele não pensa em ser convocado para a seleção brasileira. ‘‘No ano passado, esperei ser chamado, pela campanha no Nacional, mas, agora, não.’’ Gema observou que a seleção faz um trabalho de renovação visando à Olimpíada de 2004. ‘‘Vão ter de chamar a molecada.’’
Gema, que conhece bem o Flamengo – equipe em que começou a jogar, aos 12 anos –, admite a força dos times cariocas no Nacional, mas acha que os paulistas não podem ser excluídos da relação dos favoritos. ‘‘Se eles têm valores individuais, temos conjunto.’’
Rodada – A quarta rodada do Campeonato Nacional será aberta hoje, com a partida entre Botafogo e A Hebraica, às 20 horas, no Rio. As duas equipes ainda não venceram na competição. O Botafogo soma três derrotas e A Hebraica, quatro. Na terça-feira, o Vasco, do Rio, venceu o Vasco/Barueri (que tem o mesmo nome e patrocínio do time carioca) por 89 a 64 (48 a 43).

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