O paranaense Enrique Bernoldi dispensa os holofotes da F-1
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quinta-feira, 28 de março de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Nem parece que ele é um brasileiro correndo no Brasil. Enquanto Rubens Barrichello provoca polêmica cada vez que inventa de abrir a boca e Felipe Massa tem uma agenda de compromissos feita por encomenda para aparecer o máximo possível na mídia e atender os interesses dos patrocinadores, o paranaense Enrique Bernoldi fica na dele. Quieto, fazendo esforço para não aparecer.
Não estou na F-1 para tirar fotos ou para que as pessoas achem que eu sou bonito. Tenho que trabalhar e descansar para a corrida, diz o piloto, resumindo sua tática para o final de semana em seu país.
Eu tenho que descansar mais que o Rubinho e o Massa, até porque minha equipe não é tão boa quanto a Ferrari e a Sauber. Meu carro não tem volante hidráulico como o deles e eu me canso bem mais para dirigir. Vou me cansar muito no final de semana, diz ele.
Bernoldi estreou no ano passado na F-1 na Arrows. Até agora, fez 19 corridas e não conseguiu grandes resultados. Sua melhor posição de largada até hoje foi um 15º lugar na Áustria. Não fez nenhum ponto. O máximo que conseguiu foi um oitavo lugar em Hockenheim no ano passado.
Os poucos minutos de fama que Bernoldi conseguiu na F-1 até agora vieram quando ele segurou dois tubarões da categoria. Em Mônaco, no ano passado, ficou mais de 40 voltas na frente de David Coulthard, que fazia corrida de recuperação. Argumentou que estava defendendo sua posição, mas foi alvo da ira dos chefes da McLaren. Na última prova, na Malásia, segurou Michael Schumacher por algumas voltas e chegou a devolver uma ultrapassagem que tinha tomado do alemão. Este ano, tem como companheiro de equipe o alemão Heinz-Harald Frentzen.


