O negócio é sair do kart e ir direto para o exterior
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de novembro de 1997
Alberto Macedo 
Com a extinção este ano da Fórmula Ford, categoria-escola do automobilismo brasileiro, os pilotos da nova geração ficaram sem pai nem mãe, muitos sem saber o que fazer. Afinal, em todo o mundo, a categoria é a preferida dos garotos que saem do kart.
Por isso mesmo, quem tem pa(i)trocínio pode se dar ao luxo de ir para a Europa competir na F-Ford, F-Vauxhall, Vauxhall Jr. e F-Renault, todas na Inglaterra. Correr em pelo menos duas delas antes de chegar à F-3 é fundamental para o desenvolvimento do piloto. Um retaguarda financeira e uma boa equipe também ajudam muito.
Outra opção, esta mais recente, é o automobilismo norte-americano, em categorias como a Barber Dodge, F-Ford 2000 e F-Atlantic. Elas são o trampolim para a Indy Lights. Os competidores irão conhecer os traçados mais famosos, principalmente os ovais, onde a dificuldade é maior. Correndo por uma destas categorias, o piloto irá chegar nas mais potentes bem qualificado.
Estou falando disto porque no Brasil não existe mais categoria-escola. A F-Chevrolet já está em uma estágio avançado e os custos são muito mais elevados que uma F-Ford, por exemplo. E muita gente que sai do kart não têm condições de ir direto para a F-Chevrolet. Só para ficarmos nos que correm por aqui, quem a F-3 revelou este ano? O líder Bruno Junqueira deve estar em sua terceira ou quarta temporada; Tom Stefani e Marcello Ventre já estiveram lá fora e voltaram; enquanto Pedro Bartelle e Leonardo Nienkotter ainda lutam para se afirmar.
Destes, quem deve sair para o exterior são Bruno Junqueira, Pedro Bartelle e Leonardo Nienkotter. Na F-Chevrolet ainda não se sabe quem vai para a F-3 (se for alguém). Alguns tentarão o exterior, como o campeão Duda Pamplona e Valdeno Brito Filho. Agora, certamente, muito dos kartistas deverão ir direto para a Inglaterra e Estados Unidos.
-Essa eu nunca tinha visto. O piloto não participar do treino que define o grid por um defeito no carro ou por uma doença repentina, tudo bem, mas agora não treinar no sábado por causa de religião isso é inédito. Pelo menos no Brasil nunca tive notícia. Aconteceu no último sábado, no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais. Robson Oliveira Ferraz, que disputa a Fórmula 5, categoria que é composta por kart com marcha, não participou da tomada de tempo e largou em último. Sabem o que aconteceu no domingo? Robson simplesmente venceu a corrida. O retiro espiritual valeu.


