O melhor golpe do taekwondo em Londrina
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domingo, 12 de outubro de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Entre chutes, vitórias e desafios, o taekwondo segue escrevendo sua história no País. Para quem se dedica à modalidade, o 13º Brazil Open, o maior evento da América do Sul realizado no final de semana no Ginásio do Moringão em Londrina, foi uma importante vitrine para os 1,2 mil atletas do Brasil e de outros cinco países exibirem seus melhores golpes. E uma oportunidade rara para alguns deles mostrarem que têm condições de suceder os atuais campeões com o mesmo brilho nas principais competições mundo afora.
O evento que nasceu em Londrina cresceu e trouxe atletas dos quatro cantos do Brasil e também do exterior em um momento em que o taekwondo atravessa uma de suas melhores fases após a conquista da medalha de bronze de Natália Falavigna em Pequim. O santista Pedro Costa, 19 anos, era um deles. O faixa preta que compete na categoria até 58 kg já participou de edições anteriores do torneio e comentou que, neste ano, o nível estava bastante alto. ''Tem categorias muito fortes'', apontou.
Enquanto aguardava a chamada para mais uma disputa, ele comemorou que o esporte vive um momento de ascensão e também de renovação. ''É uma modalidade que tem muito potencial e muito mais para mostrar ainda'', citou, avisando que está disposto a brigar por uma vaga na seleção e, quem sabe, carimbar o passaporte para a terra da rainha em 2012. ''Pretendo continuar treinando e quem sabe chegar a Londres. É um sonho que não está muito longe mas sei que tenho que batalhar bastante'', revelou Costa que treina desde os quatro anos.
A catarinense de Balneário Camboriú, Adriany Vieira, 22 anos, faixa preta que compete na categoria até 63 kg, é outra que não pretende entregar os pontos tão cedo. Sem patrocínio oficial para bancar os custos com viagens e continuar treinando, ela avisou que isso não a fará desistir embora dificulte a vida dentro do esporte. ''É preciso mais investimentos'', pediu, ressaltando que o taekwondo precisa aproveitar a boa exposição que está tendo para conseguir apoiar seus melhores atletas.
Mas apoio é também o que pediu o técnico da seleção brasileira, Fernando Madureira. ''Acho que o taekwondo vive um grande momento mas poderá viver momentos melhores ainda só que ainda falta um pouco mais de investimento, de apoio aos projetos que existem'', citou. Ele valorizou que o Brazil Open nasceu em Londrina e foi um dos eventos que fez com que a modalidade se fortalecesse no país. ''O nosso principal objetivo foi dar oportunidade, com custo baixo, para os nossos atletas confrontarem com atletas de outros estados e países.''


