CR7 e a americana Carli Lloyd foram eleitos os craques do futebol mundial pela FIFA
CR7 e a americana Carli Lloyd foram eleitos os craques do futebol mundial pela FIFA | Foto: Fabrice Coffrini/AFP



Zurique - Cristiano Ronaldo recebeu nesta segunda-feira (9) o prêmio de melhor jogador de 2016, coroando um "ano perfeito" com a conquista da Liga dos Campeões, da Eurocopa e do Mundial de Clubes. O português, com seu quarto título individual, ainda se aproxima do recorde de Lionel Messi de cinco troféus e manda um recado: não vai descansar enquanto não desbancar o argentino. "Existiam dúvidas sobre a minha pessoa. Mas ninguém é cego", afirmou.
Deixando a modéstia de lado, o português insistiu que "não tinha dúvidas de que venceria". "Alguns fizeram campanha contra mim, tanto no futebol como fora. Mas quando se merece, as pessoas reconhecem", indicou.
"O que falta ganhar? Não há muito. Mas meu objetivo é continuar no mesmo nível, demonstrar meu nível de sacrifício. Espero continuar assim por muitos anos. Estou motivado, me sinto jovem e temos que pensar que no futebol tudo é possível", disse.
Mas a festa teve um gosto amargo, com toda a delegação do Barcelona ficando fora do evento. O argentino Messi, o uruguaio Suárez e outros premiados anularam sua participação na festa. Grande astro da equipe merengue, Cristiano Ronaldo superou Messi e o francês Griezmann (do Atlético de Madrid), outros dois finalistas ao grande prêmio da cerimônia.
Oficialmente, o time catalão usou o argumento de que precisava se preparar para a partida de quarta-feira contra o Athletic Bilbao, pela Copa do Rei. Mas foi uma atitude de protesto dos jogadores, liderados por Piqué, contra os dirigentes do clube, contra a arbitragem na Espanha e um suposto favorecimento ao Real que levou ao boicote, criando um mal-estar na entidade.
Com 31 anos, Cristiano Ronaldo já havia ganho o troféu em 2008, 2013 e 2014. Mas também chegou a abandonar Messi sozinho na premiação de 2011. Naquele momento, José Mourinho era treinador do Real e também apoiou o boicote. E, ao ser eleito o melhor do mundo pela quarta vez, o português também superou o ex-atacante brasileiro Ronaldo, que faturou a honraria de maior jogador do planeta em 1996, 1997 e 2002.
O português acumulou 34,5% dos votos, contra 26% para o argentino e 7,5% para Antoine Griezmann. Neymar ficou na quarta posição, com 6,2%. "Depois do que eu ganhei no clube e na seleção, sabia que poderia ganhar esse título", insistiu. "Os prêmios falam por si só", disse, lamentando a ausência dos jogadores do Barcelona.

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