Dorico da SilvaPaulinho Fonseca, diretor de Futebol: ‘‘Vamos brigar pela 4ª colocação’’

O bom filho à casa torna. Depois de passar dois anos em Londrina, sem conseguir se consolidar como a segunda equipe da cidade, o Matsubara volta a Cambará, de onde, segundo os críticos e alguns torcedores, nunca deveria ter saído. A diretoria do clube reluta em confirmar o retorno, afirmando que o fato ainda não está consumado. No entanto, a Torcida Organizada do Matsubara (TOM), proprietária do Estádio Regional de Cambará, já está novamente mobilizada, esperando pela estréia do time no Paranaense, domingo contra o União.
A equipe vem treinando há uma semana na Vila Olímpica de Cambará, em três períodos: dois pela manhã (às 6h30 e 10 horas) e um à tarde (16 horas). São três campos oficiais, além de alojamento para até 95 pessoas, refeitório, lavanderia, vestiário, sala de musculação, sala de jogos e recreação. Com essa estrutura, o clube pretende reativar futuramente o intercâmbio com os jovens japoneses.
O elenco deverá contar com 25 jogadores, todos pertencentes ao clube - a maioria juniores ou recém-profissionalizados. Os jogadores mais experientes estão sendo negociados. Segundo o diretor Paulinho Fonseca, eles não têm mais estímulo para continuar defendendo o time. ‘‘São cinco ou seis atletas que serão vendidos ou emprestados em breve. Queremos ficar só com a garotada’’. Os preteridos são os zagueiros Luis Cláudio e Cristiano, os meias Kung, Paulista e Tiganá, e o atacante Marcão, que estava no Sport Recife.

Dorico da SilvaForça jovemA equipe vem treinando há uma semana em três períodos, para a estréia no Paranaense contra o União

O volante Sidiclei, que voltou do Atlético Paranaense, o meia Marquinhos e o atacante Assis foram cedidos por empréstimo a dois clubes do Japão. Sidiclei e Marquinhos vão para o NEC, de Yamagata, e Assis para o Tokyo Gas, ambos da segunda divisão.
Fonseca acredita que, com exceção do trio de ferro da Capital - Atlético, Coritiba e Paraná -, todos os demais times terão dificuldades para se classificar entre os seis primeiros lugares da competição no Grupo A. ‘‘Vamos ter que brigar com os outros clubes do Interior pelas três vagas restantes’’. Ele afirmou que os adversários diretos do Matsubara são o Londrina, o União Bandeirante, o Paranavaí, o Batel e o Maringá.

Rumo ao JapãoMarquinhos (E) e Assis. O primeiro vai para o NEC, de Yamagata, Assis para o Tokio Gas, da 2ª divisão japonesa
O diretor confirmou o contato com uma grande empresa, possivelmente multinacional, para um futuro acordo de patrocínio. ‘‘Estamos conversando. Os valores envolvidos não são baixos, mas só poderemos dizer alguma coisa quando tudo estiver acertado ’’. Ele manteve o mistério quanto ao local dos jogos da equipe. ‘‘Pedimos à Federação a vistoria em três estádios: Café, Vitorino Gonçalves Dias e Regional de Cambará. Portanto, podemos escolher qualquer um deles. Mas aqui em Cambará, pelo menos, teremos o apoio da torcida. Se uns 800 torcedores, em média, forem aos jogos estará ótimo. Assim, aumentamos a arrecadação e diminuímos as despesas’’.

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