O ex-boxeador americano Muhammad Ali, 74, morreu na madrugada do último sábado, nos Estados Unidos, em decorrência de problemas respiratórios. Campeão olímpico, Ali foi o primeiro tricampeão mundial dos pesados, dominou o boxe no período mais competitivo entre os grandalhões dos ringues e se tornou a primeira estrela globalizada do esporte, com duelos em países do Terceiro Mundo.
Poderia ter conquistado mais como atleta, não tivesse sido forçado a ficar inativo durante mais de três anos no auge da carreira. Mas, graças a esse sacrifício, transcendeu o esporte e influenciou a sociedade americana em questões sociais, políticas e religiosas.
Rapidamente ele conquistou títulos amadores que lhe abriram caminho até a Olimpíada de Roma, em 1960. Ao retornar aos Estados Unidos, foi acolhido como herói. Naquela época, prevalecia o racismo. Os restaurantes, hotéis e cinemas, especialmente os do sul do país, reservavam espaços para que os negros se acomodassem separados dos brancos.
O boxeador se adaptou facilmente ao profissionalismo, no qual estreou ainda em 1960. Poucos meses após conquistar o título mundial dos pesos-pesados, ao bater Sonny Liston, em fevereiro de 64, revelou que se convertera ao islamismo, abrindo mão do seu e passando a se chamar Muhammad Ali. Após a aposentadoria, Ali se dedicou a missões de cunho humanitário.

Na competição, Ali ganhou a medalha de ouro entre os meio-pesados

Religião fundada pelo profeta árabe Maomé, cujos seguidores da fé islâmica são chamados de muçulmanos

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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