O importante é competir
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domingo, 20 de setembro de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Fusca, Passat, Chevette, Dodge, Lada Laika, Fiat 147 e Corcel. O Autódromo Internacional Ayrton Senna, recebeu ontem, uma etapa demonstrativa da Classic Cup 2009. O evento, oriundo de um desfile de carros antigos que precedia a Fórmula 1, reúne apaixonados por relíquias automotivas e acontece normalmente no Autódromo Internacional de Interlagos, em São Paulo, com excessão do mês de setembro, quando as máquinas armam acampamento em Londrina.
Quem venceu as duas etapas realizadas neste final de semana foi Luis Carlos Finotti. Pilotando um possante Corcel II, ano 1979, de 2.000 cc, o paulistano passeou pela pista londrinense durante o domingo, quando aconteceu a segunda etapa - a primeira foi no sábado -, liderando a prova desde o início.
De acordo o pai Luis ''Nenê'' Finotti, mecânico que prepara tanto o Corcel quanto o Fiat Topolino - um dos precursores da Classic Cup - a paixão por veículos antigos é herança de família. Ele conta que com 12 anos começou a trabalhar numa oficina e aos 16 passou a frequentar as corridas de Interlagos. ''Com meu filho foi mesma coisa, tanto que hoje ele virou piloto'', aponta.
Seo Nenê, com é chamado pelos companheiros de boxes e pistas, também construiu a relíquia que é o símbolo da Classic Cup: o Fiat Topolino 38. O modelo lembra um Fusca com o capô mais estreito, mas o número 38 foi montado a partir da junção do chassis de um Carman Guia TC com a carroceria original do modelo.
''Hoje, já faz 15 anos que construí e pelo oitavo ano faz a abertura de eventos em Interlagos. É praticamente o veículo que inaugurou a Classic Cup. Daqui foram nascendo outras ideias'', relembrou, destacando que da mesma paixão por ''fazer coisas diferentes'', surgiu a ideia do Corcel com teto rebaixado que liderou as baterias em Londrina.
Finotti afirma que o motor é um legítimo AP 1900 cc e a data de fabricação do Topolino é 1938. Quanto ao valor de mercado, responde sem titubear que não existe. ''O que existe é muito valor estimativo'', destaca. Ele recorda que entre uma apresentação e outra, já recebeu propostas como a de um italiano que queria levar o Topolino embora. ''Na época eu falei não, não, não! Não tem preço''.


