A edição de 2005 do Campeonato Paranaense não está sendo marcada somente pelo equilíbrio e pela força dos times do interior. Outro atrativo vem chamando a atenção de torcedores e fazendo a festa dos narradores: os nomes e apelidos dos jogadores.
Tem nomes de animais, de cantores, de jogadores famosos e até de comida. Também tem aqueles esquisitos, que só mesmo quem os carrega nos gramados sabe o seu significado. As escalações dos caçulas Engenheiro Beltrão e Império do Futebol são as mais recheadas de nomes esquisitos ou famosos.
''É bem melhor pra gente (narradores). Torna a transmissão mais folclórica'', comentou o narrador da Rádio Globo de Londrina, Vanderlei Rodrigues.
A Folha selecionou 46 deles. No primeiro grupo e também o mais numeroso, estão os nomes e apelidos inspirados em colegas de profissão famosos. O Malutrom tem o seu Basílio, enquanto o Paranavaí aposta em Mirandinha. Mazinho, que não é o tetracampeão mundial, defende as cores do Francisco Beltrão. Outro tetracampeão, o folclórico Viola, inspirou o lateral-direito do Império do Futebol e o atacante do Engenheiro Beltrão. ''Quando eu era mais novo, era fã do Viola e deixava o cabelo igual ao dele. Aí o pessoal colocou o apelido e pegou'', explicou o atacante.
Também no Império, outro tetracampeão empresta o nome. Tafarel era o goleiro do time até a demissão do diretor-técnico Waldir Peres, o original. O xará do ex-goleiro da seleção brasileira pegou o boné junto com o meia Rincón, que não é o colombiano que jogou no Palmeiras, Corinthians e Santos, e foi embora do caçula. A nova geração canarinho também está representada na equipe sem endereço. Cacá, com ''C'', comanda o meio-campo do time, que ainda conta com os gols do atacante Marcelo Pelé.
A Adap tem o volante Silas e o Cianorte, Cuca. Mas o mais famoso na posição é Kullmann, do Roma. O cabelo bem loiro, quase branco, igual ao zagueiro holandês, que brilhou no Barcelona, mas não conseguiu parar Bebeto e Romário na Copa de 94 é o motivo do apelido. ''Olha como parece'', responde rápido o técnico Itamar Bellasalma ao ser questionado sobre o motivo do apelido do seu comandado.
A semelhança física também fez com que o goleiro titular do Engenheiro Beltrão passasse a ser chamado de Dida. Cléberson e Peti, ambos do União Bandeirante, fecham a lista.
Artistas Também há os nomes inspirados em artistas e outros esportistas. O rei do Rock Elvis Presley, inspirou os pais do volante do Império Toledo e do lateral-direito da Adap. O cantor Jair Rodrigues, que hoje abre o Carnaval londrinense, no Autódromo Ayrton Senna, cede o nome ao meia da Adap.
Também na equipe de Campo Mourão, o xará do principal boxeador brasileiro da atualidade vem sendo o destaque. O atacante Popó vai mandando à lona os adversários que cruzam o caminho da sua equipe e é um dos artilheiros do Paranaense. O Rio Branco tem o Ratinho, o Coritiba conta com o atacante Marciano, que não é o da dupla sertaneja.
Foram encontrados também apelidos inspirados em alimentos. O Paranavaí tem o Batata. No Malutrom tinha o técnico Picolé. Depois de três derrotas em três jogos, ele ''derreteu'' e foi substituído.
Do mundo animal também vieram algumas inspirações. A Adap apostou em Toninho Cobra para dar o bote em seus adversários e é um dos destaques da competição. O Roma, com Edson Grillo, vai pulando sobre os grandes da capital e ainda tem Tainha, que não morde a isca dos adversários.
Nos nomes diferentes o Cianorte tem Valdiran e Djames e o Engenheiro Beltrão conta com o volante Rosemar.
Nos apelidos diferentes ou engraçados, ninguém bate o Engenheiro Beltrão, com sete jogadores Buiú, Ruga, Toby, Titã, Macrid, Toti e Safira. O Nacional tem Teco, Cal e Naka. Paraguaio, que não é falsificado, defende o Cianorte. No Londrina, Nem e Bolão são os mais diferentes. No União, o zagueiro Cinha chama a atenção. O Rio Branco tem o Nino e o Atlético, Badé. O Francisco Beltrão aposta na explosão do atacante Bombinha para vencer seus jogos.

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