Em pouco mais de três horas todos os ingressos para o jogo de domingo entre o Atlético Paranaense e o São Caetano foram vendidos. A partida, a primeira da decisão do título do Campeonato Brasileiro, tem todos os ingredientes para se tornar um marco na história do futebol paranaense. A torcida está motivada, o time tem um bom elenco e uma diretoria que pensa grande.
Houve um outro momento parecido no futebol do Paraná quando o Coritiba ganhou o campeonato brasileiro em 85. Mas o Coxa perdeu o bonde da história e não soube aproveitar a fase e as portas que se abriram.
Hoje podemos até questionar os métodos usados pelas gestões do Rubro-Negro, mas não dá para esconder que o clube teve um crescimento surpreendente nos últimos dez anos. Os cartolas do Atlético têm algo mais do que seus colegas paranaenses. Enquanto Coritiba e Paraná, na primeira divisão, e Londrina e Malutrom na segunda, só pensam em montar times para não cair para divisões inferiores, o Rubro-Negro tem feito um trabalho para conquistar um posto entre os grandes do futebol brasileiro.
O que o time está jogando dentro das quatro linhas é reflexo também da atuação fora de campo. Hoje o clube dispõe de profissionais muito qualificados desde suas categorias de base até seu departamento de marketing que age de forma agressiva conquistando torcedores em muitas cidades do Paraná.
Os demais clubes do Estado, se querem chegar a algum lugar, devem seguir o exemplo do Atlético: pensar grande.





- Dois minutos do segundo tempo. Edilson, do Flamengo irrita-se com um zagueiro do San Lorenzo e acerta-lhe uma portentosa cotovelada. Mais uma para o recheado currículo do jogador. A atitude irresponsável prejudicou o Flamengo que não saiu de um empate contra os argentinos na primeira partida da decisão da Copa Mercosul. Qual seria a desculpa de Edilson? Perdeu a cabeça? Ora, um atleta experiente como ele não faria isso num momento tão decisivo. Parece coisa armada, de quem está insatisfeito e não mede consequências para arrumar um bom motivo para deixar o clube. Nessa, quem dançou foi o Flamengo.

- Tem alguém com dó do Vanderlei Luxemburgo? Simples, leva para casa.

- A média de público do Malutrom na série B do Campeonato Brasileiro foi de 387 pessoas. Dá para transportar todos em no máximo quatro desses ônibus articulados que circulam por Curitiba.

- Para alguns futebol é uma mina de ouro mesmo. O volante Messias, do Prudentópolis fez um bom campeonato paranaense. Foi emprestado ao Coritiba, destacou-se e hoje está na mira de vários clubes, entre eles o Flamengo e o Palmeiras. No Prudentópolis ganhava um salário dentro dos padrões do clube. Agora pediu R$ 40 mil para continuar no Coxa, mas a direção do time achou muito. Veja bem, tudo isso em menos de um ano. É ou não é um mundo de sonhos para alguns.

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