O Estádio e o primeiro título
Do amadorismo estimulado por Waldemar Gomes da Cunha e Francisco de Paula Teixeira, o Evaristo, nos primeiros anos 40, surgiu o Mandaguari Esporte Clube, em 11 de abril de 1948. Fundadores: Guilherme Spiguel (presidente), Alvino Pereira (secretário), Evaristo (técnico), Caetano Soares, Décio Medeiros Pullin, Dianin Sespede, Milton Gonçalves Campos, Wilson Varella e ''outros batalhadores''.
Conforme uma síntese do historiador César Trauczinski (''César Olavo'') de 1958 e depoimentos posteriores, havia o campo primitivo e o MEC precisava de um ''estádio'', cuja construção começou em 1957, sob a presidência de Alfredo Rodrigues Brianez, no terreno cedido pela Companhia de Terras Norte do Paraná e que hoje pertence à sucessora (Companhia Melhoramentos).
O então promotor de Justiça e diretor do clube João Paulino Vieira Filho conseguiu a terraplanagem gratuita do terreno, que ''era um baixadão'', ao recorrer ao amigo Jorge Maia, empreiteiro de obras e deputado estadual; a Prefeitura e a comunidade contribuíram. Falta certificar quando se denominou Estádio João Paulino Vieira Filho, em reconhecimento ao seu trabalho.
''O MEC é uma potência'' em 1958, seu patrimônio supera a casa de cinco milhões (de cruzeiros) e conta com um grande plantel que custa a ''bagatela'' de 150 mil cruzeiros mensais entre jogadores, técnico, massagista, roupeiro etc.'' Relaciona 25 jogadores: Polaco, Ecidir, Gonçalo, Valente, Vadico, Jangada, Nery, Luiz Carlos, Rafael, Régio, Oscar, Bodocó, Ivo, Felix LescaÀo, Loca, Zequinha, Castro, Arlindo, Dema, Fiori, Nenê, Nephton e Rodrigues. Mas perde o título norte-paranaense para o Comercial de Cornélio Procópio.
Campeão do norte de 1960, numa campanha que avançou até 26 março de 1961, quando venceu o Comercial de Cornélio Procópio por 2 a 0 (jogo em Londrina), o Mandaguari entrou no estadual e foi vice-campeão (de 1961), em decisão com o Coritiba. O campeonato do Norte teve representantes de 12 cidades.(W.S.)





