O desespero ainda não acabou
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segunda-feira, 01 de dezembro de 2008
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
O sofrimento do torcedor atleticano ainda não acabou. A derrota de virada para o Náutico, por dois a um, ontem, em Recife, deixou o Atlético em uma situação mais difícil no campeonato. Ontem, o Furacão experimentou do seu próprio remédio. Os dois gols do Timbu começaram com cruzamentos para dentro da área atleticana. A pressão do Náutico, que resultou nos gols, apenas se iniciou após a expulsão do
Ferreira, autor do gol rubro-negro, aos 21 minutos, em um carrinho em Titi. Enquanto o Atlético estava com onze jogadores, a partida se mantinha equilibrada.
"A expulsão do Ferreira mudou muito tudo. Já era difícil onze contra onze. Na saída dele perdemos um jogador importante no meio. Ficamos sem contra-ataque", ressaltou o técnico Geninho. Para ele, Ferreira não acertou o jogador do Náutico e, por isso, não mereceria o cartão vermelho. "Na minha impressão, o Ferreira não pegou o jogador, mas respeito a opinião dele (do árbitro)", frisou.
O Atlético começou o jogo bem, com marcação forte, anulando as jogadas do Náutico. Até que o time paranaense conseguiu um gol, aos 17 minutos, em uma tabela entre Ferreira e Fernando na lateral esquerda, que culminou com um chute forte indefensável do colombiano na entrada da área. Fernando começou o jogo no lugar de Júlio César e deixava apenas o atacante Rafael Moura na frente, em uma opção surpresa de Geninho pelo sistema 3-6-1.
Após a expulsão do camisa 10 rubro-negro, o Atlético apenas se defendeu. E o Timbu iniciou uma avalanche de cruzamentos para a área paranaense. O segundo tempo inteiro foi uma repetição do final da primeira etapa, com pressão do Náutico. A resistência atleticana durou até os 20 minutos do tempo final.
Em um cruzamento pela direita, Kuki cabeceou para o meio da área e o centroavante Clodoaldo, que havia acabado de entrar, completou livre para dentro do gol. Era o 50º gol que a defesa rubro-negra levava no campeonato. O segundo não demoraria muito. Da mesma forma, Felipe cruzou pelo mesmo lado do campo, o baixinho Kuki mandou para o meio, novamente de cabeça, e Clodoaldo, trombando com a zaga, colocou a bola na rede, virando a partida, aos 34 do segundo tempo.
E mesmo com a derrota que aumentava o desespero atleticano, o Furacão não conseguia atacar. Gilmar, atacante do Náutico, acabou expulso, em uma jogada perigosa, mas já não havia mais chances para o Atlético reverter o resultado.
EM RECIFE
Náutico 2
Eduardo; Vágner Silva, Titi e Everaldo (Kuki); Ruy, Derley, Willian, Anderson Santana (Clodoaldo) e Geraldo (Reinaldo); Gilmar; Felipe.
Técnico: Roberto Fernandes
Atlético 1
Galatto; Rhodolfo, Chico (Gustavo Lazaretti) e Antonio Carlos (Júlio César); Zé Antonio (Alberto), Valencia, Fernando, Alan Bahia, Ferreira e Netinho; Rafael Moura.
Técnico: Geninho
Árbitro: Leonardo Gaciba (FIFA/RS)
Estádio: Aflitos
Gols: Ferreira, aos 17 minutos do 1º tempo; Clodoaldo, aos 20 e aos 34 do 2º tempo
Expulsões: Ferreira e Gilmar
Público pagante: 19.390
Renda: R$ 118.330,00


