São Paulo - Enquanto o brasileiro Luiz Felipe Scolari conquista Portugal com seu domínio do elenco e suas alterações decisivas, o holandês Dick Advocaat é quase uma ''persona non grata'' em seu país devido à sua dificuldade em controlar as individualidades de sua equipe e ao seu conservadorismo.
Scolari teve coragem ao barrar o goleiro Vitor Baía e apostar em Ricardo, herói na vitória nos pênaltis contra a Inglaterra, nas quartas-de-final. Portugal fez seis gols no torneio, e cinco desses foram marcados por atletas que entraram no decorrer dos jogos.
Advocaat, que viu Gullit abandonar sua equipe antes da Copa de 1994, teve problemas com Van Nistelrooy e Makaay, entre outras estrelas holandesas, recentemente. Sua opção de escalar apenas um atacante com grande presença de área é incompreendida por muitos Kluivert, Makaay e Van Hooijdonk ficam na reserva.
Se Scolari ganhou a simpatia dos portugueses mesmo sacando em momento crucial o ídolo Figo, Advocaat viu protestos de torcedores holandeses durante a Eurocopa pedindo seu retorno ao país.
Apesar dessas situações tão diferentes, Scolari elogia o trabalho do adversário. ''A Holanda está mesclando bem jogadores experientes com alguns jovens. Pratica um grande futebol, com muita qualidade técnica'', disse ele.
Advocaat, que já trabalhou como auxiliar do lendário Rinus Michels, técnico que montou o ''carrossel holandês'' nos anos 70 e que venceu a Eurocopa de 1988 com outra bela geração, passa a responsabilidade a Scolari.
''Portugal é favorito'', resumiu.
O retrospecto entre as duas seleções é bem favorável aos anfitriões da Euro. Em oito confrontos, a Holanda conseguiu só uma vitória contra os lusos perdeu quatro vezes. Portugal foi ao Mundial passado por ter superado a Holanda nas eliminatórias.

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