O circo da F-1 e os palhaços
O assunto que tomou conta da imprensa mundial e, principalmente do torcedor brasileiro, foi a marmelada protagonizada pela equipe Ferrari no domingo passado, no GP da Áustria. Um domingão especial, Dia das Mães, e o time italiano aprontou uma das maiores palhaçadas vistas na Fórmula 1. No final da disputa, após domínio amplo de Rubens Barrichello, a escuderia deu a ordem para o brasileiro tirar o pé e deixar o alemão Michael Schumacher vencer a corrida.
O que se viu depois no pódio, os comentários dos envolvidos, a reação do público, única na categoria (uma tremenda vaia para os pilotos da Ferrari), o comunicado oficial da equipe, serviram para mostrar que se isso acontece em uma corrida, mostrada ao vivo para todo o mundo, o que acontecerá então nos bastidores. E a F-1 perdeu e, mais que ela, a televisão.
Não existe mocinho nesta estória. A equipe, que investe mais de US$ 300 milhões na temporada, não quer saber como vai ganhar o título. Quer tê-lo custe o que custar. O tetracampeão Michael Schumacher é o piloto número 1 e tem todas as regalias. Rubens Barrichello é o número 2 e deve obedecer cegamente as ordem do time, tanto que acabou de assinar contrato por mais de dois anos e sabia onde estava pisando.
E nós, jornalistas e torcedores que gostamos de automobilismo, passamos agora a fazer parte do circo da Fórmula 1, no papel de palhaços. Quem poderia moralizar a categoria é a FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Se até hoje ela andava meio em cima do muro, chegou a hora de tomar uma decisão. Uma idéia seria tirar os pontos da Ferrari no Mundial de Construtores e os dos dois pilotos. O público ia aceitar, as demais equipes iriam aplaudir e a categoria continuaria com a credibilidade que sempre teve.
- Chegou o dia. A Stock Car, categoria mais emocionante do automobilismo brasileiro mostra hoje de manhã porque é a mais esperada do ano pelos amantes da velocidade. Pilotos como Ingo Hoffmann, Chico Serra, Xandy Negrão, Paulo Gomes, Adalberto Jardim e a nova geração, com Thiago Marques, David Muffato, entre outros, estarão disputando roda a roda cada centímetro dos 3.145 metros do circuito londrinense. Casa cheia, adrenalina a mil e o ronco dos motores tem tudo para fazer de hoje um dia especial. Tenho certeza de que não vai ser como a Fórmula 1 no domingo passado.
- Bruno Junqueira na pole e Raul Boesel em terceiro. Dois brasileiros largando na primeira fila das 500 Milhas de Indianápolis, que será disputada na próximo domingo. E a Fórmula 1 também tem etapa, em Mônaco.





