O cestinha Oscar Schmidt pensa no futuro de Barueri
São Paulo, 18 (AE) - Ser o cestinha, mas estar fora da decisão do Campeonato Nacional Masculino de Basquete estraga tudo. Essa é a opinião de Oscar Schmidt, que não poderá mais ser alcançado no ranking dos melhores arremessadores do Nacional. Oscar soma 1.375 pontos em 36 jogos, uma média de 38,2 por partida, mais do que o dobro do segundo colocado, o norte-americano Jeffty Connely. "Mesmo assim, estou triste", afirmou. "De que adianta um cestinha fora da quadra?" Oscar disse que seu time, o Mackenzie/Microcamp, de Barueri, teve muitos problemas com a falta de critério da arbitragem, mas preferiu não fazer críticas específicas.
"O problema é que um dia o jogo corre solto e no outro eles apitam tudo; não dá para entender." O cestinha está preocupado agora em definir o futuro de sua equipe, eliminada pelo Marathon/Franca. O time já sabe que vai perder o patrocínio da Microcamp - vai investir no São Paulo. "Vamos tentar renovar com o Mackenzie ou, se isso não for possível, conseguir um novo patrocinador." Oscar, que é o dono do time, gostaria de manter o grupo. "Por mim, não mudaria nada." Aos 41 anos, ainda não pensa em deixar o basquete. "Mas uma coisa é certa: tenho de me divertir mais para não sofrer tanto com coisas como a arbitragem." Marathon - Se Oscar está fora, os jogadores do Marathon/Franca preparam-se para iniciar a decisão do título contra o Vasco, na sexta-feira, em uma série melhor-de-cinco. Hélio Rubens Garcia, de Franca, afirma que o adversário é favorito. "Vamos tentar surpreender."
O segundo jogo será domingo, às 19h30, e o terceiro na segunda-feira, às 20 horas, no Rio. O quarto, em Franca, e o quinto, no Rio, se necessários. O Vasco tem a vantagem de decidir o playoff em casa e ganhou os dois jogos entre as equipes no Nacional.





