O carro quebra e Rubino perde o 5.o lugar
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sábado, 15 de maio de 1999
Por Lívio Orichio 
Mônaco, 16 (AE) - A perda da quinta colocação, hoje, a seis voltas do fim do GP de Mônaco, frustrou Rubens Barrichello, mas sua maior preocupação agora é com a evolução dos adversários. "A Jordan está se desenvolvendo mais do que a Stewart", afirmou. Gary Anderson, diretor-técnico da sua equipe, não sabia precisar o motivo do acidente de Rubinho, na curva da Piscina, na 72.a volta . Jackie Stewart, no entanto, procurou isentar o piloto de responsabilidade: "Suspeitamos da quebra da suspensão traseira direita, não creio em erro de pilotagem", considerou.
A possível terceira colocação perdida na corrida de Interlagos
depois o quinto lugar de hoje, além da necessidade de largar em último na Austrália, o que o impediu de classificar-se melhor que na quinta posição, são exemplos de pontos perdidos este ano, lembrou Rubinho. "É frustrante." Como também o incomodou tomar uma volta de Michael Schumacher. "Nós crescemos, tudo bem, mas esses dados mostram o quanto ainda precisamos evoluir."
Hoje seu companheiro na Stewart, Johnny Herbet, abandonou a competição na 32.a volta, por causa da quebra da suspensão traseira direita. "A equipe suspeita do mesmo problema no meu carro." Tão logo o alemão Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, encontrou pista livre pela frente, depois do pit stop de Rubinho
na 50.a volta, seus tempos passaram a ser bem melhores. Rubinho era o quarto e o alemão o quinto, um segundo e um décimo atrás. Frentzen conseguiu abrir a incrível diferença de 28 segundos até a 57.a volta, hora do seu pit stop, o suficiente para permitir a ultrapassagem sobre o brasileiro na operação de pit stop e ganhar a quarta colocação. "É certo que a estratégia da Jordan colaborou, mas aqui em Mônaco eles eram mais rápidos do que nós na corrida, o que não foi o caso de Melbourne, São Paulo e Ímola", argumentou Rubinho.
A Stewart testa seu SF-03 quarta, quinta e sexta-feira no Circuito da Catalunha, em Barcelona. "Aproveitaremos o treino para acertar o carro para a corrida do dia 30, não deveremos experimentar nenhuma grande novidade", disse, desgostoso. O italiano Giancarlo Fisichella, da Benetton, se aproximou bastante de Rubinho nas voltas finais, a ponto de ficar a menos de um segundo atrás. Os dois disputavam o quinto lugar.
A primeira impressão era a de que Rubinho se acidentara na tentativa de se distanciar do italiano. E, nesse caso, entraria na lista dos bons pilotos que alguma vez erraram em Mônaco. Depois da prova, o piloto da Stewart confessou: "Não existia a menor possibilidade de o Fisichella me ultrapassar."
Diniz - O piloto da equipe Sauber não concluiu o GP de Mônaco. Na 49.a volta ele seguiu reto na curva Saint Devote, em razão de os freios traseiros bloquearem as rodas. "Eu iria entrar nos boxes naquela volta para o meu pit stop", falou. O elevado desgaste dos pneus colaborou para o travamento dos freios. Ele optara pelos pneus extramacios. Àquela altura, Diniz era um dos mais velozes na pista, a ponto de registrar a quinta melhor volta da corrida, na 48.a passagem: 1min22s637. O mais rápido foi Mika Hakkinen, na 67.a volta, com 1min22s259.


